terça-feira, 19 de junho de 2007

Poesia: MÁSCARAS


MÁSCARAS


Não se engane com meu riso fácil

É simples máscara social

Persona vivida e encenada

Vivida sem ensaio

Para disfarçar e esconder

A dor nas profundezas do ser

A tristeza que me assola

E me derruba e me conduz

Que seria incompreendida pelo mundo

Mundo egoísta e indiferente

Indiferente ao sentimento

Que gira ao redor de egos

Egos grandes e obesos

Egos cegos e arrogantes

Egos e mais egos.

Quão diferente seria o mundo sem máscaras

Sem egos, sem fantasias, sem falsidade.

Quão diferente seria o mundo com um olhar,

Um olhar penetrante e transparente

Que vê tudo sem máscaras.


(junho 2007)

4 comentários:

Edna Federico disse...

Que poesia profunda e verdadeira, Renato!
Muitas vezes somos obrigados mesmo a usar máscaras para sobreviver nesse mundo insano e cruel.
A verdade e transparência nos torna mais belos, porém vulneráveis.

Nilza disse...

Uauuuuuuuuuuuuuuuu..!!

Muito bom seu poema. Sim. Como seria nosso mundo sem máscaras? Sem o nosso eu dizendo e escrevendo tudo que sente?? A verdade sem vestes?

Lindo!!!
Beijos

Fernanda disse...

Caprichou!
Ah, máscaras...suspiro...não gosto, mas confesso que tb muitas vezes sou obrigada a usar...
Nos mostrar demais tem suas desvantagens, mas qual o sentido de se esconder atrás de algo que na verdade não é?
Proteção?
Talvez...mas e o gosto de arriscar e dar certo?
Lá vem como sempre o "se", rs.
Gostei da foto tb.

André L. Soares disse...

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