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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Uma eleição sem graça

Masp - (c) Visão ao Longe


Sempre fui um eleitor altamente politizado, participativo, empolgado. Vejo e escuto o horário eleitoral, consulto os sites com os programas de governo e decido meu voto. Desde os tempos de faculdade ajo assim, se bem que naquela época a participação nas campanhas era muito mais efetiva. Nunca votei em branco ou nulo, pois considero tal conduta uma idiotice, uma omissão inescusável do cidadão. Apenas uma vez, no segundo turno da eleição presidencial de 1989, fiquei em dúvida e fui tentado a votar nulo. Votei em Collor, pois votar em Lula seria inimaginável - naquela época e mais ainda hoje.

Neste ano, porém, sinto uma mesmice impressionante, uma falta de criatividade e de propostas que possam realmente alterar alguma coisa na cidade de São Paulo.

Vejamos alguns exemplos:

1. Educação - todos falam em rever a progressão continuada e implementar a educação em tempo integral. Chalita, Haddad, Russomano, Serra e Paulinho defendem esta ideia. O que os candidatos entendem por educação em tempo integral. Haddad, em entrevista à Rádio Bandnews FM, disse que pela manhã os alunos terão o currículo normal e durante à tarde irão para passeios no parque, visitas a museus, "ocupação de espaços públicos" (seja lá o que isso quer dizer em linguagem petista), esporte, cultura e lazer. Chalita diz praticamente a mesma coisa, acrescentando artes, inglês e espanhol.

Em suma, o tempo integral signfica que as escolas serão um depósito de crianças no período da tarde. Acho isto grave considerando que Haddad foi ministro da Educação e Chalita foi secretário estadual de Educação. Não há proposta que reformule o ensino fundamental. Não há coragem na proposta dos candidatos. 

Ninguém fala em ampla reformulação do currículo com capacitação e treinamento de professores. Ninguém fala em ampliar o tempo de ensino das matérias básicas (português e matemática). Não adianta levar o aluno ao parque se ele não sabe ler e escrever corretamente. 

2. Saúde - novamente a coisa se repete: vamos construir mais hospitais e postos de atendimento, que agora se transformaram em siglas. Os candidatos só falam em AMA, AME, UPA etc. Adianta construir mais se não há médicos bem remunerados e com estrutura para atendimento?

3. Transporte - unanimidade neste ponto também: vamos construir mais corredores de ônibus. E daí? Isto vai resolver o problema? Quase todos mencionam mudanças ou ampliação do bilhete único, mas isto não afeta em nada a mobilidade e a melhora no transporte. Nenhum candidato falou em melhorias no sistema semafórico ou em invenstimentos na CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

4. Segurança - a competência para tratar de segurança pública é dos estados, e não do município. Mesmo assim, quase todos propõem a reformulação e ampliação da guarda civil metropolitana para que atue como se fosse a polícia militar.

5. Emprego para o bairro - alguns candidatos em São Paulo vieram com esta ideia de levar o emprego para o bairro. Em outras palavras, criar incentivos para que empresas se instalem nos bairros, permitindo que o trabalhador more mais perto de onde trabalha. A ideia é boa e parece ser um pouco mais inovadora, mas ninguém fala como isto será feito. Isenção de impostos? Benefícios fiscais? 

No final das contas, a eleição para a Prefeitura de São Paulo ficou sem graça, sem propostas, sem debate sério. Lula tenta transformar a eleição em uma batalha para tentar conquistar um cargo para seu fantoche. Russomano desponta como a surpresa, mas já dá sinais de que não sabe debater, de que não tem plano de governo e nem propostas viáveis. Serra repete a conhecida ladainha de sempre, mas não inspira mais a confiança do passado. Chalita tem uma propaganda meiga, sensível, que talvez funcionasse para um cargo de deputado ou senador, mas não para um cargo executivo. Soninha continua fazendo a linha bicho grilo hipster, defendendo a bicicleta, com uma trilha sonora meio apocalíptica e fúnebre. E há os outros.

Infelizmente São Paulo está sendo mal tratada pelos candidatos que parecem não se preocupar com a cidade a ponto de não se debruçarem sobre seus problemas mais graves. Cabe ao eleitor decidir. 

No domingo, pense bem em que você vai votar. Mensaleiro já lhe enganou uma vez e vai tentar te enganar de novo. Não vote em mensaleiro ou em quem usurpa o dinheiro público em proveito próprio, vote em um candidato no qual você pode confiar.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Brasil abestado


Responda rápido: qual a função do Ministério da Pesca?

O leitor inteligente provavelmente responderá algo como desenvolver a indústria pesqueira no país, incentivar a aquicultura comercial, apoiar os pescadores no período do defeso ou outras épocas de proibição legal da pesca e por aí vai. 

Todas as respostas acima estão erradas. O Ministério da Pesca e da Aquicultura foi criado para servir de moeda de troca para conquistar apoio para o governo. Em outras palavras, é um belo cabide de emprego concebido pelo ex-presidente Lula. Ontem o cabide foi preenchido por um novo ocupante, o senador carioca Marcelo Crivella. Sua primeira declaração sobre a intimidade com o setor foi: "Não sei colocar minhoca em anzol." 

Crivella conhece bem a multiplicação dos pães e dos peixes, agora vai tentar realizar o milagre da multiplicação dos cargos públicos, algo que não é milagre nos últimos 9 anos de governo lulista.


*   *   *   *   * 

Continuando nosso tour pelo Brasil abestado, o atual ministro da Educação mostrou toda sua sensibilidade e vontade de trabalhar ao declarar perante o Senado que "o MEC não tem culpa de o Brasil ser tão grande e tão diverso." (a notícia inteira pode ser lida aqui e os comentários do Reinaldo Azevedo aqui

A desculpa esfarrapada de Mercadante não me surpreende. Ele é um daqueles pseudo intelectuais do PT que só se destacou porque a maioria dos seus companheiros não chegou ao ensino superior. Mercadante é um mestre em falar besteira. A frase é de uma estupidez inigualável e uma justificativa para não fazer nada, além de confissão de sua incapacidade para resolver o problema - ou ao menos tentar.

O MEC, sob a batuta de Fernando Haddad, reformulou a legislação do ensino superior no Brasil, com claro retrocesso e centralização. Os cursos de especialização indenpendentes com autorização da Secretaria de Ensino Superior foram proibidos. O MEC obriga agora os cursos de especialização a estarem vinculados a uma faculdade que ofereça cursos de graduação. A miopia é gritante. Graduação é muito diferente de especialização (pós-graduação lato sensu). Por trás desta suposta política democratizante, está um lobby de donos de faculdades fracas, verdadeiras indústrias de diplomas, mas que formam pessoas com nível fraco, basta ver os resultados dos exames da OAB.

Mercadante não tem política para educação, não conhece o setor e não tem proposta. Colocar tablet na mão de professor não resolve o problema. O problema é salário e capacitação para o professor. Professor motivado reflete na melhoria de desempenho dos alunos.

*   *   *   *   *

Por fim, o maior representante do Brasil abestado, o Deputado Federal Tiririca lançou-se como candidato à prefeitura de São Paulo. Preciso dizer algo!

Quero ver um debate entre Chalita, Tiririca, Fernando Haddad, Celso Russomano e Serra. Ah, ia me esquecendo, tem a Soninha também, mas ela vem de bicicleta.


sábado, 28 de maio de 2011

Preconceito Linguístico


Não fiquei surpreso quando, outro dia, meu filho disparou a seguinte crítica ao livro que lia:

-          Pai, este livro está errado! Olha, escreveram “o velho biruta” e deveria ser “o velho biruto”.

Expliquei-lhe que biruta não se flexionava com o gênero e ele compreendeu, mas uma criança de 7 anos reparar e observar a concordância correta fez-me ter a certeza de que a educação que recebe na escola está no caminho certo.

Algo muito diferente propõe o MEC.

A recente polêmica acerca do livro Por uma Vida Melhor, de Heloísa Ramos, demonstra que o MEC, sob o comando do ministro Fernando Haddad transformou-se em um braço governamental de minorias e grupos de interesse que querem impor sobre toda a sociedade sua visão de mundo. O MEC tem permanecido nas manchetes por más razões e não por elogios e conquistas louváveis. Apenas para refrescar a memória, tivemos os problemas com o ENEM por dois anos seguidos e a questão envolvendo o kit anti-homofobia, que na verdade é um kit de propaganda e proselitismo de alternativas sexuais.

Voltemos ao caso do livro em questão.

O livro foi publicado pela Editora Global, mas é um projeto de uma ONG denominada Ação Educativa.  Segundo Ruy Castro, foram publicados mais de 4 milhões de exemplares e a autora recebeu em torno de R$ 700 mil a título de direitos autorais. Estes números fogem à regra do mercado editorial brasileiro e superam valores recebidos por escritores como Paulo Coelho.

A ONG, mãe do projeto, recebe recursos de instituições estrangeiras para financiar suas atividades e o site da entidade elenca seus dirigentes, em princípio, todos com excelente currículo. Porém, currículo não é sinônimo de imparcialidade e acima de ideologias. Sua Nota Pública não convence.

A problema fundamental é que o livro sugere que certas normas gramaticais podem ser desrespeitadas, como se isto fosse admissível na linguagem culta e escrita. A autora se defendeu argumentando que a questão estava fora de contexto e que as pessoas não haviam lido o capítulo. O MEC, como de costume, calou-se e não deu satisfação à sociedade. A comissão da UFRN que aprovou o livro fez o mesmo, talvez inspirada na nossa Rainha Muda, a zeladora de plantão que cuida do governo durante o período sabático de Lula, como tem reiterado Reinaldo Azevedo (Aliás, sobre a polêmica vide post de Reinaldo Azevedo).

Então, vamos ao livro e analisemos o que está escrito. O capítulo pode ser lido aqui (link para downloado do capítulo em pdf). Na página 15 está escrito:

"Você pode estar se perguntando: “Mas eu posso falar ‘os livro?’.
Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico. Muita gente diz o que se deve e o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas. O falante, portanto, tem de ser capaz de usar a variante adequada da língua para cada ocasião." (o negrito está no original)

Há dois problemas graves neste parágrafo: o erro e o fundo ideológico por detrás do ensino do idioma.

O erro é flagrante. VOCÊ SÓ PODE FALAR ‘OS LIVRO’ QUANDO ESTIVER ERRADO! Não há outra alternativa, não há meio certo, não há ocasião adequada – falada ou escrita – para utilização da frase desta forma, salvo se o escritor estiver utilizando um discurso de um personagem que fala errado. 

A transgressão como recurso narrativo é viável, faz parte da evolução artística e literária, mas isto não é aplicável para um aluno de ensino fundamental! A escola deve ensinar o certo, ou seja, a norma culta da língua. E o livro de Heloísa Ramos propõe algo muito diferente do certo.

A outra questão refere-se à expressão preconceito linguístico. O livro tenta impor o “lulês” como linguagem corrente no país, como equiparada à norma culta da língua. Se as pessoas falam de forma errada, a escola tem a função de corrigir o erro. O livro criou a categoria da pessoa que sofre de bullying por falar errado, uma nova minoria que fala errado e que em breve ganhará talvez uma secretaria especial, um programa de quotas ou alguma bolsa-analfabeto. E o MEC terá servido como instrumento ideológico de uma linha de pensamento minoritária.

O parágrafo transcrito tem características panfletárias, como se a incitar o falante do português errado a resistir ao preconceito linguístico. Não há incentivo à correção do erro, havendo uma inversão de valores onde o erro deve servir como instrumento de luta contra um preconceito. É a luta de classes de Marx transposta para o plano linguístico. E a professora Heloísa Campos sustenta que o “proletário” deve resistir e sem educação formal e correta, a consequência será sua manutenção na qualidade de proletário e oprimido pela elite e pelo capital.

O idioma de um país é uma característica da unidade do povo. As variações regionais são enriquecedoras do idioma e do dinamismo da língua, porém criar divisões entre norma culta e norma popular, numa clara divisão de classes consagram o fracasso do sistema educacional brasileiro. O MEC, ao aprovar este livro e esta linha de pensamento, dá sinais inequívocos de que a educação no Brasil é meramente pró-forma, ou seja, não há preocupação em educar, mas apenas em informar e manter o status quo.

O aspecto ideológico que emana do citado livro é prova inquestionável de que o ministro comanda um ministério refém de minorias que tentam conquistar feudos e criar guetos com um processo de divisão na sociedade brasileira, algo tão patente nos discursos eleitorais de Lula e de sua sucessora.

O MEC precisa ser refundado, passar por um processo de revisão de funções, ou seja, o MEC precisa se preocupar com a educação no Brasil e não em ser instrumento de grupos de interesse que apóiam o projeto de loteamento do país a que se propõe o PT.

Eu continuo defensor e amante da nossa língua portuguesa, escrita e falada de forma correta e com todos os plurais e regras de concordância.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A manchete enganosa e a educação

Foram divulgados os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, em inglês). O exame é realizado a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e mede o desempenho de alunos em leitura, matemática e ciências.

O melhor desempenho do Brasil foi em leitura e ficamos na 52a. colocação dentre os 65 países avaliados. Um resultado pífio, vergonhoso. Os dados completos estão disponíveis no Estadão e na Veja. Prestem atenção na classificação por notas e vejam que há países latinoamericanos acima do Brasil na lista.

Mas se algum desavisado lesse a notícia no site do Estadão hoje pela manhã, lá por volta das 7:30 horas,  deveria ficar de pé, cantar o hino nacional, soltar fogos de artifício, ligar para o Palácio do Planalto para parabenizar o presidente, bradar com alegria que é brasileiro com muito orgulho, que temos do que nos ufanar...bem, esta palavra talvez não seja compreendida pelos alunos brasilieiros que fizeram a prova. 

A manchete do Estadão era algo do tipo "Brasil é um dos países que teve melhor desempenho no Pisa". Foi alterada por "Brasil melhora em avaliação internacional, mas continua um dos piores do mundo." Não se trata de torcer contra; trata-se de exigir que o jornal retrate na manchete o que vem no texto abaixo, sem ilusões,  sem enganar o leitor e sem o caráter panfletário ufanista.

A chamada no site da Veja era mais comedida: "Desempenho de alunos brasileiros está bem abaixo do ideal."

Curioso como um jornal deste nível comete um erro tão básico. Aliás, isto tem se repetido com vários meios de comunicação impressos. Basta um pouco de atenção, um olhar mais crítico. Por que isto? Porque quem escreve é produto de má qualidade da educação brasileira.

O Brasil precisa melhorar muito no quesito educação. Nas últimas eleições, ninguém tratou do assunto. Os dois partidos deixaram a desejar neste ponto. O Brasil só não piora porque há milhares de heróis por este país que se esforçam dia e noite para educar e ensinar. Devemos nos orgulhar dos professores apaixonados pela tarefa de educar. 

Quanto ao governo e ao Ministério da Educação, é hora de fazer uma profunda avaliação crítica de como o dinheiro é gasto. Talvez seria o caso de mandar o Ministro Fernando Haddad de volta para a escola.


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Incentivando a leitura nas crianças


Há muitos estudos sobre a importância da leitura e seus efeitos benéficos ao ser humano. Certa vez li uma reportagem sobre a redução da incidência de Alzheimer em pessoas que tinha hábitos de leitura ao longo da vida em comparação com pessoas que não liam. Outro estudo revela que famílias que incentivam a leitura em jovens colhem resultados positivos, com melhor desempenho escolar e carreiras profissionais mais bem sucedidas, do que jovens que não tem o hábito de ler.



Não conheço nenhum estudo que aponte que a leitura – boa leitura, claro – é prejudicial à saúde ou ao desenvolvimento emocional do ser humano. A grande questão está exatamente em incutir o hábito da leitura constante nos mais jovens. Tratei deste tema outras vezes neste blog, como no post Criando Leitores, e com a proximidade das férias, as crianças com mais tempo livre, resolvi dividir algumas dicas sobre como incentivar o hábito da leitura nos mais jovens.


Esta compilação de sugestões é empírica, decorrem da observação, de tentativas que funcionaram bem, de conversas com outros pais e professores. Convido-os a acrescentarem mais dicas através dos comentários para que possam ser divididas com mais pessoas que têm preocupação semelhante.


1. O Exemplo – criança imita os pais e o bom exemplo é arma mais poderosa para demonstrar aos pequenos o que é bom, qual a conduta a seguir. Se os filhos verem os pais lendo, sem dúvida terão vontade de ler também.

2. Porta de entrada – a leitura deve ser algo divertido e prazeroso. A porta de entrada para a descoberta deste mundo, normalmente, são os gibis. Coloridos, estórias curtas e de fácil compreensão. Uma receita para quem está dando os primeiros passos na leitura. E há versões da Turma da Mônica em inglês e espanhol, uma ótima ferramenta para treinar um novo idioma.

3. Demonstrar Interesse – é preciso saber que tipo de estória seu filho gosta. Basta ir a uma livraria e observar por qual livro seu filho é atraído. Demonstre interesse pelo que ele está olhando e sugira alguns livros para ele folhear. Meninas e meninos são diferentes e assim se dá na leitura também. Não adianta sugerir para um menino de 8 anos a leitura de O Pequeno Príncipe. Não vai dar certo.

4. Ajudar a ler – Ler juntamente com a criança é uma forma de incentivar o leitor e permitir aos pais que compreendam a estória, esclarecendo dúvidas sobre palavras. Alternar a leitura de trechos do livro em voz alta, para os que estão e fase de alfabetização, é uma forma de ajudá-los a treinar a leitura, além de permitir aos pais que passem tempo com os filhos.

5. Auxiliar na compreensão - Ler é um exercício que incrementa o vocabulário, melhora a ortografia, ativa a imaginação e o raciocínio abstrato e contribui na formação do caráter. Para que a absorção da leitura seja plena, é necessário que se compreenda o texto. Uma forma de avaliar se a criança compreendeu o que leu e discutir o texto. Isto pode ser feito com perguntas simples sobre o livro, ou pedindo que a criança conte a estória com suas próprias palavras. Ao fazer isto, a criança revelará se compreendeu o texto, exercitará seu poder de síntese ao fazer um resumo da estória e perceberá o interesse dos pais que valorizam a leitura.

6. Apresentar o dicionário – Para escrever bem, é preciso ler. Quantas vezes não ouvimos isto em aulas de redação. Pois bem, para escrever bem também é preciso ter um bom vocabulário e o dicionário tem papel fundamental neste objetivo. Apresente o dicionário ao seu filho, mostre a ele que não se deve ter vergonha ao consultar o dicionário, que ninguém sabe tudo. É confortante para uma criança notar que o pai ou a mãe tem a humildade de consultar um livro quando tem uma dúvida. E mais, este ato é um exemplo que será seguido.

7. O livro como amigo – As grandes livrarias têm espaços especiais para o público infantil, geralmente com poltronas, mesinhas, almofadas, onde elas podem se esparramar e pegar os livros. Passeios a estas livrarias ajudam a criança a se familiarizar com os livros, a ter o livro como amigo. Estas livrarias são uma forma de suprir a falta de bibliotecas públicas adequadas no nosso país.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Criando leitores

A leitura não é algo inato e natural à criança. É preciso despertar o gosto pela leitura e pela literatura nos pequenos. Tenho aprendido na prática como fazer isto, com erros e acertos, mas com incentivo constante. Visitas a livrarias, ler junto com eles e demonstrar interesse sincero pelo livros que leem.

Muitas vezes crio estórias com eles. Eles começam, eu continuo e eles terminam. A criatividade infantil é algo fértil e permite inspirar ótimas estórias. Algumas das crônicas deste blog surgiram de estórias que foram criadas a partir de situações sugeridas pelos meus filhos.

Passar estas estórias para o papel, ou seja, iniciá-los na escrita é outra etapa. Tudo tem seu tempo, mas se a redação se transforma em algo lúdico e concreto, revela-se mais fácil e prazerosa. Recentemente deparei-me com este desafio.

Minha filha tinha que redigir uma estória como tarefa de casa. Deveria usar 3 personagens e criar diálogos. Esbarrou no título. Não tinha ideia do que denominar sua redação. Sugeri que deixasse o título por último. Mais 10 minutos se passaram e ela começou a ficar aflita. A estória não saía. Então, peguei 3 bonecos de playmobil e coloquei-os diante dela. "Pronto", disse-lhe, "aqui estão seus 3 personagens. Agora imagine a conversa deles e coloque no papel."

Ela sorriu e o bloqueio se foi. A redação ficou fácil e divertida e o título não demorou a surgir no meio do texto.

Achei fascinante como uma simples sugestão - e não fazer o trabalho por ela - ajudou-a a escrever o texto que precisava. Escrever deve, antes de tudo, ser um exercício prazeroso e lúdico, de modo a evitar que os pequenos não adquiram o gosto por algo tão importante na sua formação. E os pais têm papel fundamental nesta tarefa!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A função da universidade e as quotas

A maior injustiça está em tentar corrigir um erro do passado sendo injusto com aqueles que não têm culpa, ou que não tiveram qualquer participação nas atrocidades cometidas por seus antepassados. Refiro-me ao projeto de lei que visa instituir quotas nas universidades federais. Pelo projeto apresentado, 50% das vagas das universidades federais deverão ser destinadas a índios, negros e pardos. Acrescente-se uma outra proposta que reserva mais 10% das vagas para deficientes físicos. Sobram assim 40% das vagas nas universidades federais para pessoas supostamente não integrantes das minorias. Em outras palavras, um filho de agricultor no interior do Rio Grande do Sul, branco, de olhos azuis e aluno de escola pública não terá a mesma proteção estatal de um negro de classe média, filho de funcionário público e aluno de escola particular em Salvador na Bahia.

Na minha modesta opinião, o projeto de lei é discriminatório, absurdo, inconstitucional e uma aberração por não atingir os objetivos propostos, bem como considerar a universidade como mera formadora de mão de obra. A visão e a lógica deste projeto estão deturpadas.

Em primeiro lugar, por que o projeto considera que todos os negros, índios e pardos não têm condições de enfrentar um vestibular. Esta premissa é falsa. Pessoas - independentemente de raça - que frequentam escolas públicas tendem a ser menos preparadas para enfrentar o vestibular por que o ensino público fundamental é um lixo no Brasil. Formam-se analfabetos na língua pátria, em matemática, em ciências humanas e exatas. A falência do ensino fundamental é notória e o que faz o governo, ao invés de investir no ensino fundamental, resolve eliminar bons alunos da universidade e, de forma demagógica, dar acesso a alunos sem preparo, sob a falsa ideia de que o curso universitário gerará melhores condições de vida ao aluno que se formar.

Em parte o governo está correto, mas para que o aluno aumente sua renda e melhore seu nível social, ele precisa CONCLUIR o curso superior. Eis aí outro problema: a função da universidade. A função de uma universidade não é semelhante a de um curso técnico ou profissionalizante. A função da universidade é produzir conhecimento, é produzir excelência, é produzir ideias.

Em artigo publicado na Dicta & Contradicta, Júlio Lemos afirma: "Seja qual for o termo utilizado, porém, o fim da Universidade é aos estudantes exatamente esse tipo de cultura intelectual, analogamente ao que faz um hospital com seus pacientes quando lhes proporciona os meios para atingir a saúde." ("Newman e a educação liberal" in Dicta & Contradicta, número 1, junho 2008, São Paulo, p. 195). O autor comenta a obra de John Henry Newman denominada The idea of a University.

Acho triste que a maioria das universidades brasileiras, principalmente as privadas, tenham perdido seu senso de missão educacional. As particulares tornaram-se, salvo poucas exceções, em grandes máquinas de fazer dinheiro para seus donos. Donos no sentido pejorativo do capitalismo selvagem, já que não há preocupação com a formação do aluno e dos professores que ali lecionam. Acho triste que pouco se discuta sobre a função da universidade, vista por alguns como um foco de pensamento perigoso. Assim pensavam os militares na época da ditadura; assim pensa o atual governo com o intuito de legitimar a mediocridade e a imbecilidade do povo que é visto como mero instrumento de manobra.

Não sou preconceituoso e não sou racista, pois sei que muitos não compreenderão o que aqui escrevo. Sou contra as quotas por entendê-las discriminatórias e contrárias à função básica da universidade. Logo, logo neste país, ser branco, heterossexual e não receber Bolsa Família vai ser a composição de uma minoria despida de direitos.

Por fim, a foto do post anterior poderia ser uma boa metáfora do conteúdo do cérebro de muitos universitários deste país: o vazio. Este vazio vai ser cada vez mais frequente se as quotas forem implementadas.


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Falando de Museus

A reportagem é da coluna Avant-Première do caderno de Fim de Semana do Valor Econômico. Quem assina é João Bernardo Caldeira e Robinson Borges. Comento no final.

"Cor-de-rosa

A visita aos museus paulistas é um programa majoritariamente feminino. É isso o que constata uma pesquisa do Observatório de Museus e Centros Culturais realizada em 13 instituições de São Paulo. O levantamento mostra que 62% de seus visitantes são do sexo feminino. No Rio, entretanto, um estudo similar identifica que em alguns museus o público masculino chega a ser superior ao feminino.

Fala garoto!

Dos 13 museus de São Paulo investigados pelo Observatório, o Museu de Arte Moderna (MAM) foi o que recebeu público mais jovem, com maior presença de visitantes entre 15 e 19 anos (18,4%) e de 20 a 24 anos (27,7%).

Canudo

A pesquisa verificou ainda que os visitantes de museus têm escolaridade acima da média da população em geral: 79,9% têm ensino superior completo ou incompleto, sendo 14,2% deles com pós-graduação. Na Região Metropolitana de São Paulo, apenas 17% da população têm superior incompleto ou completo."

Sintetizando: quem vai a museu em São Paulo é quem tem maior nível de escolaridade, e por conseqüência, maior poder aquisitivo. Isto pode ser visto como um diagnóstico interessante: há necessidade de maior divulgação dos museus para o público de escolaridade mais baixa. Importa não só divulgar, mas também criar visitas guiadas para explicar mostras e exposições. Muitas pessoas sentem-se inibidas de visitar um museu porque acham que não vão entender o que ali se encontra. A divulgação e a informação poderiam inverter os percentuais de visitantes encontrados na pesquisa.

Outro ponto que parece óbvio: quem tem mais conhecimento e informação, busca sempre mais conhecimento e aperfeiçoamento. Pessoas com nível superior completo ou incompleto são mais curiosas e destemidas na busca de cultura. Trata-se do "consumidor" tradicional de cultura, em todas as suas versões. É este o público que lê, que ouve música, que visita exposições de arte, que vai a museus.

A pesquisa mostra que a disponibilidade de cultura existe para toda a população, mas muitos se desinteressam por ela. Uma ampla campanha de divulgação nas escolas públicas, por exemplo, poderia atrair um novo público aos museus, que por sua vez, teria sua curiosidade aguçada. Este "despertar" da curiosidade pode conduzir o jovem a continuar seus estudos e buscar mais informação. A democratização da cultura tem uma contribuição fundamental na criação de um círculo virtuoso de aumento da escolaridade da população brasileira.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Incentivo Paterno e Educação

A escolha do curso universitário é um momento de grandes dúvidas e aflições para a maioria de jovens prestes a enfrentar o vestibular. Digo curso universitário porque o curso não necessariamente corresponderá à profissão exercida. Comigo não foi diferente. Decidi-me pelo Direito no início do ensino médio – colegial naquela época. No último semestre, considerei economia, administração e jornalismo. Resisti às tentações da dúvida e abracei o Direito. Talvez meio ingênuo ou imbuído daquela típica arrogância adolescente, prestei vestibular apenas para uma faculdade. Tinha mania de ser diferente de muitos que prestavam o maior número possível de provas para “se garantir”. Passei em 50º. lugar e ingressei no curso de Direito da Universidade de São Paulo.

Conto esta história para ilustrar mais um post sobre o Dia dos Pais. Lembro-me quando comuniquei aos meus pais que minha escolha tinha sido o Direito. Houve certa surpresa e seguiu-se uma sequência de argumentos – por parte de meu pai – de que a carreira não tinha futuro, de que estava saturada, de que era difícil entrar nas melhores faculdades, de que a concorrência era muito grande... Fiquei um pouco irritado com aqueles argumentos. Esperava apoio e compreensão, incentivo, mas ouvi palavras de desânimo.

Anos mais tarde, compreendi exatamente o que meu pai fez. Ele me provocou. Ele sabia que eu iria encarar aqueles argumentos como um grande desafio, que iria buscar forças para conquistar a meta traçada. Ele estava me incentivando a sonhar alto e a alcançar meu potencial. Demorei a perceber isto. Só me lembrei deste fato quando lhe perguntei um dia sobre uma possível mudança na carreira profissional. As palavras foram de incentivo puro, muito diferentes daquele momento da juventude. Meu pai sabia como despertar a motivação e o “fogo” interno porque ele me conhecia muito bem.

A função primordial da educação não é treinar, mas formar cada um para que alcance e desenvolva plenamente seu potencial individual. O modo depende da individualidade do sujeito. O pai não deve simplesmente “treinar” um filho, mas educá-lo, formá-lo para que este potencial seja alcançado, para que ele se sinta realizado com o incentivo paterno. Incentivo que deve ser moldado e personalizado para cada filho.

A vida ensina muitas coisas. A perspectiva do tempo permite olhar o passado de forma diferente e reconhecer, com carinho, a dedicação dos pais naqueles momentos em que mais se precisou deles. Quando jovens, julgamos os pais de forma equivocada. O passar do tempo revela que geralmente eles estavam certos.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Festa Esportiva

No sábado passado (dia 12 de abril), foi realizada a 8a. Corrida Pão de Açúcar Kids. É um evento esportivo patrocinado pelo Pão de Açúcar para crianças de 4 a 12 anos, em provas que variam de 50m a 400m, conforme a faixa etária. Participaram 2.600 crianças.

Meus filhos participaram pela primeira vez desta festa esportiva e fiquei impressionado. A organização do evento é impecável e o tempo colaborou com muito sol no Conjunto Esportivo Constâncio Vaz Guimarães, que fica ao lado do Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

É um evento que visa incentivar a atividade física. Todos são premiados, independente da colocação. A competição fica em segundo plano. O que importa é participar e competir de forma saudável.


Além da parte esportiva, havia grande preocupação com reciclagem do lixo. Era nítido cuidado das crianças em não jogar lixo no chão e com a reciclagem dos materiais. Enfim, uma iniciativa educativa e esportiva que precisa ser divulgada.


A 9a. edição da corrida acontecerá no dia 11 de outubro, em São Paulo e as inscrições já estão abertas no site do Pão de Açúcar Kids, onde podem ser vistas várias fotos do evento.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Poesia para crianças

O gosto pela leitura também pode e deve ser incentivado através da poesia. A escola tem um papel importante neste aprendizado, mas cabe aos pais dar o exemplo e o incentivo final. Através de um poema que minha filha aprendeu na escola, fui procurar o livro de poesias de onde o poema havia sido tirado. Surpreendi-me ao achar duas boas obras de poesia, de grandes poetas, só que destinados ao público infantil.

No dia das crianças, deixo estas 2 indicações.

Pé de Pilão é de Mário Quintana, com prefácio de Érico Veríssimo, e está na 8a. edição da Editora Ática (2005). Boas ilustrações e poemas divertidos que podem levar os nossos pequenos a descobrirem um outro bom livro: o dicionário.

Ou isto ou Aquilo é de Cecília Meirelles. A 6a. edição é de 2002 da Editora Nova Fronteira. Livro em tamanho grande e textos com fonte grande também o que facilita para crianças em processo de alfabetização. E toda a genialidade de Cecília Meirelles para o universo infantil.

Confesso que ver minha filha de 6 anos lendo Cecília Meirelles ou pedindo que procurasse um livro de Mário Quintana me enchem de orgulho, ou melhor, indicam que exemplo é seguido pelos filhos sem necessidade de palavras.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Educação e Barbárie

Semana passada dois episódios de agressão gratuita perpetrada por jovens de classe média contra pessoas em pontos de ônibus no Rio de Janeiro novamente chocaram o país. Não vou aqui defender aumento de pena para delinquentes, nem falar sobre violência no Rio de Janeiro. O problema não é do Rio de Janeiro, nem de um sistema penal ineficaz, nem a redução da maioridade penal. O problema é de toda a sociedade brasileira, principalmente dos pais destes delinquentes.



Sim, sou da opinião de que os pais tem uma parcela significativa de responsabilidade pela conduta dos filhos. Não adianta culpar o governo ou o Estado, mas devemos fazer uma avaliação de nossa responsabilidade pessoal pelos acontecimentos que traduzem um total desrespeito pelo ser humano como ser humano, ou seja, não importa a classe social, a raça ou religião. O que importa é que se trata de uma pessoa, um ser humano igual a cada um de nós que merece respeito e dignidade.


Estes eventos não são novidade. O leitor irá se lembrar de um caso em Brasília em que jovens atearam fogo num índio e outro caso em que atearam fogo num mendigo. Ou casos em São Paulo de agressão a um garçom que bebia num bar na Rua da Consolação, após ter saído do trabalho, e que foi esfaqueado e morreu. O problema ocorre em todo o Brasil. O problema revela um câncer social: a falta de preocupação dos pais com a educação e formação dos filhos.


A maior herança que os pais podem passar aos filhos são os valores pessoais. Trata-se de formar a criança e o jovem. Formar significa moldar o caráter e criar as bases para que o jovem, depois de adulto atue como um ser responsável diante da liberdade que tem. Isto significa escolher bem escola dos nossos filhos, os ambientes que frequentam e os amigos com que andam.


É preciso impor limites, é preciso premiar os que agem com responsabilidade e punir os filhos que ultrapassam os limites e agem de forma desordenada. Educar dá trabalho e muitos pais não querem ter este trabalho, e depois, sofrerão as consequências do descaso. Sofrerão vendo os filhos sofrerem, ou vendo os filhos presos, ou vendo os filhos envolvidos em acidentes que poderiam ser evitados.


Talvez estivesse na hora de punir os pais pela negilgência e omissão na educação dos filhos. Talvez os pais pudessem ser punidos com penas alternativas como serviço comunitário ou doação de cestas básicas. Nunca é tarde demais para corrigir erros. O maior erro é achar que não se pode fazer nada.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Ruth Rocha e literatura infantil

O Caderno de Fim de Semana do Valor Econômico de 8,9 e 10 de junho trouxe uma interessante entrevista com a escritora Ruth Rocha. Nas páginas 15 e 16, ela responde à seguinte pergunta: "Em que medida a literatura pode ajudar [uma criança]?

"A literatura, quando é boa, pode ser tudo para uma criança. Ela ensina vocabulário, ortografia, narração, ética, estética, ensina a sonhar, a pensar, a imaginar, a viver. A literatura é um ensaio para a vida. É Milan Kundera quem diz que para viver não existe ensaio, não existe treino, você entra direto no jogo. Mas literatura pode ser, sim, uma espécie de ensaio para a vida, uma preparação. Ele é esse condão que ajuda a formar o pensamento. Infelizmente, temos milhões de analfabetos e também milhões de analfabetos funcionais, incapazes de ler. E temos ainda, o que é mais grave, milhões de alfabetizados que, apesar disso, também não lêem."


Os grifos no texto são meus. Vamos por partes. Ler é um hábito que se adquire, que precisa ser incentivado com exemplo e incentivo. As estórias infantis podem ser uma excelente forma de educar, de ensinar, de ilustrar, de tornar palpável à criança o que se espera dela. Tomemos como exemplo a estória dos 3 Porquinhos. O porquinho diligente, esforçado, prevenido é aquele que constrói a casa mais sólida. Dá mais trabalho, mas não tem dor de cabeça quando vem o lobo. Esta estória pode ajudar os pais a treinar os filhos a vencerem a preguiça, a fazerem suas tarefas de forma bem feita, com capricho, com ordem.


Sou um pai que se envolve na educação dos filhos. Procuro participar ativamente, saber o que aprendem na escola para complementar em casa, de forma lúdica e divertida. Fui provocado a inventar um personagem e estórias para contar antes de dormir. O personagem das aventuras antes de dormir chama-se Miguel. As estórias geralmente são simples, mas me forçam a ser criativo. Se há algo para ensinar, se houve alguma coisa em que a criança fez e que precisa ser corrigido, uso a estorinha noturna para ilustrar como esperam que se comportem.


Uma destas estorinhas virou uma crônica publicada neste blog, que é Borboleta Azul.


Mas a leitura não fica de lado. Minha filha está em fase de alfabetização e adora ler. Sento com ela e lemos juntos, inclusive substituindo a televisão por um bom livro. A leitura desperta a curiosidade e auxilia o desempenho escolar. A função dos pais é incentivar isto. Concordo integralmente com Ruth Rocha, temos um país com poucos leitores, mas precisamos insistir para mudar isto. Compete a nós, pais, fazer isto.