segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Janelas abertas

(São Luís, Maranhão)


No fim de semana, um comentário de Bruno Azevedo, nosso leitor de São Luís, sobre o livro Janelas Fechadas, de Josué Montello, fez-me refletir.


Janelas Fechadas foi o primeiro livro que comentei neste blog. Abri as janelas do blog com 3 textos com comentários e reflexões sobre a obra. Os textos foram: Janelas Fechadas (1) , Janelas Fechadas (2) e O Bonde e a Janela.


Escreveu o leitor:


"(...) ai tem também uma discussão sobre a modernidade, ao meu ver. Se você conhece São Luís deve conhecer o anil e saber o que ele representa hoje na ilha. Em Janelas Fechadas tem tudo isso ai chegando. E as pessoas esperam, esperam. Fantástico!"


Infelizmente não conheço São Luís e não consigo relacionar o Anil e sua importância para a ilha. Confesso que ler sobre lugares que não conheço me deixa um pouco aflito. Parece que não consigo me situar, como se estivesse num lugar sem um mapa. Mas, Bruno fala da modernidade. As personagens da obra esperam algo. Uma constante espera, esperança inesgotável. Benzinho espera uma carta que não chega. D. Binoca espera o tempo passar. E o bonde sempre passa diante da janela da família.


Achei interessante a referência à modernidade. É uma interpretação válida e que pode ser extraída da obra. Esperam a modernidade, o progresso, uma mudança que levará novos ares e que permitirá virar a página. Talvez o desfecho da obra, quando Benzinho resolve ceder, finalmente, aos interesses de José Senhor, indique exatamente este ponto crucial de mudança. Ela pára de esperar e age. Muda, vira a página e segue adiante.


As janelas abrem-se para novas experiências, para novas oportunidades, para a vida e cria-se espaço para as mudanças.

Um comentário:

bruno azevêdo disse...

esse discurso da chegada da modernidade está presen te em outras obras do montello como em "Noite sobre alcãntara". eu te adicionei no msn e a gente conversa mais por lá.