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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Arriscando o velho


Foi um vazamento no depósito localizado na garagem do prédio que me convidou a uma viagem ao passado. Guardadas em caixas de plástico, que protegera os inúmeros papéis da água que jorrava de um cano rachado, as memórias corporificadas em uma coleção de caixas de fósforo - do tempo em que se fumava -, programas do Jockey Club, um diário, um mapa de Chicago e região, jornais de competições esportivas universitárias, uma placa da porta da sala do meu avô no cartório, cartas, recortes, enfim coisas guardadas como num baú do tesouro.

As cartas despertaram maior curiosidade. Quando meus pais moraram nos EUA, em 1992, minha mãe escrevia-me regularmente a cada quinze dias. Eu, filho preguiçoso, só respondia algumas. Mas, guardei todas as cartas que ele me escreveu. Meus filhos releram todas as cartas e foram buscar fotos para ilustrar aquelas narrativas. Passamos a tarde toda revirando aquele baú e contando como era, como foi e como isto os afetou. Um exercício de tradição oral, uma pequena aventura de pesquisa histórica. 

Sempre gostei de conversar e ouvir histórias da minha avó, das minhas tias avós e dos mais velhos. Mesmo criança, ficava horas a conversar com meu avô perguntando sobre a infância dele, sobre o passado, sobre os bisavós. A curiosidade do passado sempre me aguçou e gosto de poder compartilhar isto com as novas gerações.

Parece-me que estas novas gerações, em que tudo é automático e imediato, tudo é acessível via google ou celular, começam a perder o sentido e o valor da pesquisa, do esforço, da curiosidade. Sempre há algum app para resolver o problema! 

Você pergunta a uma pessoa como se faz para chegar a um determinado lugar e ela responde que não sabe, foi seguindo o GPS. E o se o GPS falhar? E se o GPS estiver errado? Você ainda leva um mapa? Eu sou antiquado, recorro sempre aos mapas ainda que o GPS sirva para me auxiliar. Saberei o caminho mesmo sem GPS, pois o bom e velho mapa estará presente.  E saberei explicar para qualquer um que me perguntar como se chega a determinado lugar.

O velho nem sempre é antiquado e inútil. Não estou aqui a apregoar a volta do uso da máquina de escrever, mas a valorização de determinadas ferramentas que são muito atuais. 

Quando surgiu o email, muitos apregoaram o fim das cartas. As cartas físicas podem ter acabado, mas a escrita, a comunicação entre as pessoas não. Sempre se recorre ao bom e velho diálogo, quer por escrito, quer falado, quer via algum mecanismo de vídeo conferência. 

As pessoas continuam a se reunir em bares e ao redor da mesa das refeições para conversar, ouvir e interagir. a boa e velha conversa de amigos! Mas aqui há um inimigo novo. Como li outro dia, a pior solidão é estar acompanhado de alguém que tem um iphone. Infelizmente, é comum ver pessoas - até casais namorados - em restaurante em completo silêncio, absortos pelas telas de seus iphones ou smartphones. Talvez estejam conversando pelo whatsapp, msn, facebook, skype ou o que seja, mas não se olham. Arrisque o velho e bom olhar, deixe seu celular desligado durante um almoço, mostre à pessoa que está com você que ela merece sua integral atenção. Ganha você e ganha seu amigo!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs


Palavras são desnecessárias para dizer o quanto este homem inovou a tecnologia e nossa forma de lidar com os aparelhinhos eletrônicos. Um gênio e um grande revolucionário que deixará sua marca e seu legado.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Um novo capítulo

A Modern Sound fechou suas portas. A tradicional loja de música de Copacabana encerrou suas atividades no último dia de dezembro do ano de 2010. A notícia foi tema do post anterior. Fiquei com a triste sensação, ao saber do fato, de ter perdido uma fotografia, um objeto querido, um momento único cujo cenário desapareceu.

Estive na Modern Sound um única vez numa manhã de sexta-feira de junho de 2008. Levado por uma amiga sem igual, passei a manhã inteira na loja, sem perceber o tempo passar, sem querer que o tempo passasse. Vasculhamos as prateleiras repletas de CDs, alguns raros, outros revelando a variedade impressionante de gêneros e artistas que o catálogo da loja trazia.

Era um salão amplo, pé direito alto que permitia uma luminosidade natural, grandes prateleiras nas laterais. No centro, grandes caixas de madeira, como prateleiras deitadas na horizontal, permitiam dedilhar pelos CDs e garimpar algo diferente. Subindo alguns degraus, no fundo da loja, outra seção com mais CDs. No lado direito da loja, um pequeno café com mesinhas que ficavam numa parte elevada e permitiam uma visão global do salão. 

Foi um lugar que marcou-me e que se tornou inesquecível, não só pela companhia, mas por ser algo completamente diferente. Bastava falar na loja com alguém, que a conversa conduzia os interlocutores àquele canto da Barata Ribeiro. Um CD raro encontrado por lá; um pocket show senscional; o ambiente que transpirava boa música.

Por ironia da vida, a Modern Sound sucumbiu à modernidade. O "modern" da razão social ficou ultrapassado. A indústria musical mudou, não conseguiu ainda se adaptar totalmente aos sistemas de download de música e não soube combater a pirataria de forma eficaz. Culpa de quem? Creio que as grandes responsáveis são as gravadoras. Se elas tivessem sabido abrir mão de um pouco do lucro, teriam preservado toda uma cadeia de negócios, incluindo o lojista final.

A Modern Sound sucumbiu à modernidade, à pirataria, aos elevados custos que o empresário enfrenta no Brasil. Mas a Modern Sound era um patrimônio carioca e viverá em nossas memórias.

Memória que sempre guarda aquilo que queremos preservar.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Book

Para muitos, ainda hoje, trata-se de algo totalmente desconhecido, tanto em sua parte externa, como em seu conteúdo.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ferramentas para networking



Conversando com alguns amigos e sentindo na pele o desemprego rondando, acho bem pertinente retomar a questão das ferramentas disponíveis na internet para networking. No meu caso, passo longe da aflição de perder o emprego. Coisa de profissional liberal que tem outras preocupações, tais como arrumar trabalho suficiente para pagar as contas do mês.


A atual situação econômica é um convite a reativar o networking, algo fundamental para ser lembrado e para reduzir o tempo de recolocação no mercado de trabalho. Há 2 ferramentas que utilizo com frequência: Plaxo e LinkedIn.


O Plaxo é a primeira delas. Funciona com o uma grande agenda via web em que se pode disponibilizar seus dados profissionais e pessoais. Somente sua rede de contatos pode acessar as informações, mas há sugestão de pessoas que eventualmente você conheça, o que facilita o networking. O site também tem integração com outros sites como Twitter, Lastfm, centralizando as informações num único lugar.


Com visual um pouco mais poluído, o LinkedIn também é muito útil. O sistema de graus de contato limita que alguém use o site para enviar spam ou ficar adicionando contatos. Há também sugestões de contatos para empresas onde se tenha trabalhado e faculdades cursadas. Contatos com pessoas que você não conhece somente podem ser feitos com recomendação de algum contato comum. Isto permite credibilidade ao contato e filtra o uso indevido do site.


Acho o Plaxo mais fácil de usar e visualmente mais clean, porém ambos se complementam e dependendo do país um faz mais sucesso do que outro. Por via das dúvidas, fico com os dois.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Ferramentas, estatísticas e keywords




Informação é algo extremamente precioso em qualquer momento. Economistas discutem e tentam dar um valor à informação e atribuem certos ganhos ao que se denomina assimetria de informação, ou seja, nem todos têm a mesma informação ao mesmo tempo. Este lapso temporal permite que certas pessoas façam uso desta informação antes de outras, e por consequência, tenham um ganho maior com o uso da informação.

Desculpem a digressão acadêmica, mas era necessária para introduzir o tema deste post. Gosto de explorar novas tecnologias, gadgets, softwares, aplicativos, e por aí vai. Não trabalho com tecnologia, mas faço uso constante dela. Minhas aventuras exploratórias neste campo acabam por tentar relacionar a nova tecnologia com o atuação profissional. Faço uso constante de ferramentas que muitos acham inúteis. Algumas podem até ser, mas eu já sei como elas funcionam.

Tome como exemplo o Twitter. Capa da revista época da semana passada, o sistema de microblogging começa a ganhar mais adeptos. É uma febre nos EUA, assim como o Facebook, que está para os americanos, assim como o Orkut está para os brasileiros. Não sei qual a utilidade do Twitter e seus benefícios, mas dou uma olhada de vez em quando.

Alguns modismos não perduram, como Second Life. Outros têm sucesso estarrecedor e surpreendente até para seus desenvolvedores, como o Orkut no Brasil.

A blogosfera é outro mundo que conta com ferramentas bastante interessantes. Utilizo com frequência o Google Analytics, uma ferramenta de análise estatística de uso do blog. O uso é gratuito e a qualidade das informações é excelente. É possível, por exemplo, saber que este blog recebeu mais visitantes de Fortaleza do que de Porto Alegre nos últimos 30 dias; ou que há leitores de Belém e Porto Velho; ou que o principal site de referência para o blog é o Google e que as visitas buscavam informação sobre a diferença entre trabalho e emprego.

Há uma infinidade de informações, todas organizadas por categorias. Vou sempre dar uma olhada nas keywords – palavras isoladas ou expressões usadas nos sites de busca e que redundam em visitas ao blog – para ver o que o leitor busca, o que ele procura e para se ter uma ideia melhor de quem é o leitor do blog. Interessante que a crise atual tem trazido leitores que procuram informação sobre emprego, trabalho, vocação profissional, temas que apenas tratei superficialmente e pouquíssimas vezes neste blog.

Uma informação relevante dada pelas keywords é saber como funciona a cabeça do leitor. Ou seja, quando a pessoa vai procurar uma informação, o que ela busca para conseguir a informação. Simples? Sem dúvida, mas pode ser extremamente relevante para publicitários e para marketeiros. Confesso que estas keywords, às vezes, ajudam-me a dar o título do post.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Google lança navegador

O Google disponibilizou para download sua versão de navegador. Chamado de Google Chrome, a empresa vai tentar enfrentar o quase monopólio do Explorer, da Microsoft. Sou da opinião de qualquer desafio à Microsoft é positivo, já que somos reféns do Office e de seus sistemas operacionais.

Incomodar a empresa de Bill Gates é um sinal de que ela precisa se mexer e abaixar os preços, pois comprar software original da Microsoft é uma cacetada. Recentemente troquei de computador, mas fiz questão de que a máquina viesse com o XP. Não conheço alguém que esteja satisfeito com o Windows Vista e acho - fazendo um exerício de futurologia - que o Vista vai cair no ostracismo, assim como o Windows Millenium, que era péssimo. Gastava-se mais tempo reiniciando o computador do que efetivamente trabalhando.

Quem usa o Firefox, outro navegador bastante popular, diz que ele é muito superior ao Explorer. Vamos ver se o Google Chrome traz boas novidades.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Um torpedo e um sorriso

"Enquanto meus pensamentos reviravam com essas idéias todas, ouvi meu celular apitar: nova mensagem. No cabeçalho, o nome dele, e logo abaixo o texto: acho que tenho toda a ternura e todo o carinho dentro do peito. Obrigado por existires. Beijinhos."

Este trecho está nas últimas páginas de A Chave de Casa, de Tatiana Salem Levy (Rio de Janeiro : Record, 2007, p. 205). Li ontem à noite. Fico contente quando encontro em bons livros, semelhanças com a vida e fatos descritos de forma parecida com alguns que descrevo nas crônicas. Um aprendiz de escritor que se encanta com estas descobertas.

Interessante como a tecnologia muda a forma de sentir, de pensar, de conversar, de reparar nas pessoas ainda que ausentes fisicamente. Certas conversas, por telefone, email ou comunicadores instantâneos (gtalk ou msn), parecem presenciais. Mexem conosco da mesma forma.

E o carinho sempre se faz presente.

Sobre o livro, que é muito bom, escrevo depois.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Pensamento Digital

Tecnologia pode ser um tema árido, mas é fundamental nos dias de hoje. Para aqueles que querem informação atualizada, mas de forma inteligível, aqui vai uma dica. É o blog Pensamento Digital, editado por Evaldo Indig Alves. Entrou no ar recentemente e merece uma visita.

O link é: http://blog.evaldoalves.com/

Boa leitura!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

O email definitivo

Poderíamos dizer que há algo de definitivo na internet? Parece que não. Quando tudo parece calmo, algum novo programa surge e inova a forma de ver a internet. A velocidade com que as mudanças ocorrem impressionam, sempre cada vez mais rápidas.

Começamos com o acesso discado, depois veio a banda larga. Antes era necessário um provedor para se acessar a rede mundial. Agora isto já não é mais necessário, e exatamente por isso, que a idéia de ter um email desvinculado do provedor se torna tão atrativa. Os primeiros serviços de email gratuitos tinham a restrição de espaço e confiabilidade. Os novos serviços são bem melhores e merecem atenção.

Três são os mais confiáveis: Gmail, Yahoo e Hotmail. A revista Info fez uma comparação dos três e deu a maior nota ao Gmail. Concordo e também acho o melhor. Uso o Gmail e vejo que ele é bem inovador. Funciona como um ótimo backup. Incorpora idéias simples, mas que facilitam a pesquisa e a localização das mensagens. E como o espaço é grande, dá para guardar fotos e músicas. Ele nunca lota e você não precisa apagar as mensagens!

O Gmail tem uma série de vantagens: caixa postal com 2 GB de espaço, possibilidade de fazer o download dos emails para o seu computador, visual bom e interação fácil, acesso rápido, interação com o Google Talk (serviço de mensagem instantânea) e o agrupamento das mensagens (talvez uma das melhores coisas do Gmail).

Outra opção para quem vai abrir mão do provedor – e você vai abrir mão do provedor mais cedo ou mais tarde – é criar o seu próprio domínio. Hospede-o em um dos serviços de hospedagem e pronto. Saí mais barato do que pagar um provedor e o endereço de email é seu para sempre.

Fica a dica e vale a pena testar.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Brasil tem o iPod mais caro do mundo

Na linha Bola de Cristal: previsões óbvias, o Estadão publicou no Domingo, dia 28 de janeiro de 2007, a seguinte reportagem: "Metade do preço do iPod é imposto".

Isto nós já dissemos aqui! Veja: http://visaoaolonge.blogspot.com/2007/01/ipod-iphone-e-tecnologia.html

Por isso que o iPod no Brasil é muito caro, porque vc paga muito imposto. Burrice governamental!! Bom, mas isto é pleonasmo. Se a carga tributária fosse mais baixa, a arrecadação ia aumentar e a pirataria diminuir. Regra simples. E há muitos estudos econômicos sérios que justificam isto. Não estou falando de orelhada, estou falando com base em fatos reais.

Uma das razões que criei este blog é exatamente para botar a bola de cristal para funcionar. Então, se alguém colher alguma informação interessante deste modesto blog, pedimos a gentileza de citar a fonte.

Windows Vista. Vc vai comprar?

Ontem foi lançado o Windows Vista, novo sistema operacional da Microsoft. Alguns maníacos fizeram fila em um hipermercado em São Paulo e teve até contagem regressiva. Saíram de lá com o novo sistema, em estado de aparente felicidade.

Mas pergunto-me: por que tanta ansiedade? Será que ao instalarem o sistema em seus computadores ele vai revolucionar a vida?

Acho que não e acho que a ansiedade é só para dizer que já tem o mais novo sistema operacional. Todo sistema operacional novo exige mais das máquinas e isto implica upgrades.

Sou cético. Gosto de tecnologia, mas não sou um consumidor voraz. Sinceramente, toda vez que lançam um sistema operacional novo fico revoltado. Isto significa mais gastos em software e geralmente upgrade de hardware. Não vou instalar o Vista no meu computador. Vou esperar para trocar de computador e vou esperar resolverem pelo menos alguns dos milhares de bugs que vem com um programa novo. E torcer para ver se abaixam o preço. Acho abusivo o que a Microsoft cobra de seus programas. Acho que eles contribuem em muito para a pirataria.

Quando anunciaram que iam lançar o Vista, o preço do XP caiu uma barbaridade. Pra que trocar de novo? Alguns, de tão revoltados com a Microsoft, estão trocando os PCs pelos Macintosh. E isto já preocupa a Microsoft. Claro que eles não reconhecem, mas..... Vou lançar a série Bola de Cristal: previsões óbvias!