quarta-feira, 16 de julho de 2008

Anti-marketing empresarial

Empresas gastam verdadeiras fortunas em propaganda para conquistar novos clientes. Há, porém, aquelas que simplesmente esquecem dos clientes antigos, transformando clientes fiéis em clientes enraivecidos. Dois casos aconteceram recentemente comigo e vou contá-los.

Fui assinante do Estadão por mais de 20 anos. Leio o jornal desde que aprendi a ler. Ano passado, ao renovar a assinatura, paguei a primeira parcela da renovação, e como constava do boleto, os boletos das parcelas seguintes seguintes seriam enviados após o primeiro pagamento. O fato é que não me mandaram os boletos subsequentes, algo que não notei. Um belo dia suspenderam a entrega do jornal. Entrei em contato com o teleatendimento, o fatídico atendimento. A operadora informou-me que eu não havia pago o valor da assinatura. Expliquei que não havia recebido os boletos. A operadora, no tradicional gerundismo, disse-me:

- O Senhor deve estar depositando o valor que falta da assinatura e deverá estar mandando por fax o comprovante de depósito.

Calmamente disse que queria efetuar o pagamento por boleto. Ela disse que isto era impossível e que o depósito deveria ser feito na conta do jornal. Perguntei se a ligação estava sendo gravada e ela afirmou que sim. Disse-lhe que agradecia, mas que a partir daquele dia passaria a assinar a Folha.

No dia seguinte, voltaram a entregar o jornal. Passaram-se 3 meses e novo contato telefônico do jornal informando que enviariam os boletos. Bem, os boletos não vieram e suspenderam a entrega novamente. Sem qualquer estresse, virei assinante da Folha.

O outro caso envolveu a TAM. Ao comprar uma passagem pelo atendimento telefônico, percebi que o preço passado pela atendente era superior ao valor que constava do site da empresa. A explicação foi de que quando se compra passagem pelo serviço telefônico é cobrada uma taxa adicional de "assistência humana". Acreditem se quiser!

Agora já sei que não dá para comprar passagem pelo atendimento telefônico. Sai mais barato comprar pelo site da empresa ou por agente de viagens, e neste caso, a empresa perde dinheiro, pois paga comissão ao agente.

Exemplos de burrice empresarial!

5 comentários:

Edna Federico disse...

Ah, mas da raiva, né!
Quer mais um caso pra engrossar sua lista?
Semana retrasada levei meu filho pra fazer exame de sangue em um laboratório. A pediatra pediu hemograma completo e dosagem para verificação de alergia. Meu seguro saúde é ótimo, o Sul América e nunca havia tido problemas com ele. Qual não foi minha surpresa quando a atendente disse que teríamos que dividir o exame em dois dias, pois a Sul América só estava liberando 5 verificações de sangue por pessoa, por dia! Agora imagina um stress meu filho ter que ser picado por dois dias seguidos. Brigamos lá e conseguimos fazer tudo num dia só, mas tivemos que voltar no dia seguinte, para assinar outra guia...o famoso jeitinho!
Já reclamei com o seguro...que raio de economia é essa? Em dois dias, não serão usados dois materiais de coleta ao invés de um???????????

Marcos França disse...

Primeiramente queria reverenciar este Blog. Muito bom. Sou editor e responsável pelo blog Cultura Nordestina: http://culturanordestina.blogspot.com/, nele divulgo os diversos ramos de nossa cultura popular nordestina e brasileira. Gostaria de saber se é possível adicionar meu blog em sua seção de links. Será que neste blog empresarial tem espaço para a cultura nordestina? De antemão já agradeço a atenção. Aguardo retorno. Obrigado.

Fabiola disse...

muito muito muito ruim!!

Carlos Henrique Leda disse...

Exemplos como os citados por você certamente (e infelizmente) existem aos milhares neste país.
Se as empresas se preocupassem um pouco mais com as pessoas (e não somente com o dinheiro que elas possuem) certamente teríamos muito menos problemas, e mesmo com problemas teríamos um atendimento justo.
E o melhor marketing não custa dinheiro. O melhor marketing é ser humano, pensar nas pessoas, respeitar. Somente com isso a empresa melhora a imagem de forma imensa. Pena que os doutores letrados não aprendem isso nas grandes escolas.

Maikol disse...

Você deveria, com embasamento teórico, publicar o que é anti-marketing e contribuir com o mundo acadêmico-empresarial.