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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Presença, de Odylo Costa, filho




Presença
Odylo Costa, filho


Esta paz
                de todos os homens,
estas vozes de crianças,
este mugido de bois,
este cheiro de terra,
estas cores do céu,
e os cabelos de minha mãe,
                são a Tua presença, Senhor!

A tarde é tão leve,
                e a terra tão simples,
- e a vida tão quieta -,
que as palavras, de impuras,
morrem no coração

(Poesia Completa. Rio de Janeiro : Aeroplano : Fundação Biblioteca Nacional, 2010, p. 551)


A simplicidade e o silêncio enlevam a alma. Presença que pode ser notada - e sentida - em momentos de observação e reflexão. Presença que se faz na memória e no coração, mesmo com a ausência física. O comentário é curto propositalmente. Deixo o silêncio presentear a leveza do momento.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Noite de Natal


O Natal
Odylo Costa, filho

Na palha já velhas
do antigo curral
nasce o Deus menino.
E o reino animal,

seguindo os pastores,
logo se movia
para ver Jesus,
José e Maria.

E os anjos cantavam
por vales e céus
a paz entre os homens
e a glória de Deus:

alegria eterna,
sempre renovada,
notícia perene,
noite iluminada.

(Poesia Completa. Rio de Janeiro : Aeroplano : Fundação Biblioteca Nacional, 2010, p. 341)

FELIZ NATAL A TODOS!