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domingo, 28 de julho de 2013

Dilma, o poste e o criador


Por algum tempo deixei de comentar sobre política neste blog, mas ultimamente a quantidade de sandices e barbaridades cometidas por "nossos" governantes me obrigam a escrever. Afinal, foi a política que levou este blog a ser citado em uma dissertação de mestrado na área de comunicação. Mas parei de escrever sobre política, pois sentia-me órfão - ainda sinto-me órfão - de representantes que pareciam totalmente desligados da vontade do eleitor. 

Na última eleição de Lula em 2008, fui votar com nariz de palhaço. Este sentimento continua a existir em mim, mas não desanimo. Agora é preciso voltar a criticar e atacar e permear minhas experiências literárias com questões políticas. 

Dilma soltou mais uma pérola: "Lula não vai voltar porque ele não saiu."(vide aqui).

A afirmação é  confissão de que ela nunca mandou, nunca governou, mas apenas cuida do Planalto, finge que governa e, como um boneco de ventríloquo, diz e faz o que o chefe manda. Lula na eleição disse que se ele escolhesse um poste, o poste seria eleito. O primeiro poste foi eleito. A declaração ofensiva a todos os eleitores brasileiros foi vista apenas como piada; para quem pensa um pouco, era a afirmação de que o eleitor brasileiro é um idiota, submisso, burro, manipulável e tantos outros adjetivos pejorativos. 

Antes de tudo, a declaração de Lula foi uma afronta à democracia e revelou o descaso com que Lula e seus companheiros de partido tem pelo sistema eleitoral e pelo regime democrático. O sistema só interessa a Lula e ao PT para mantê-los no poder.

Dilma, mantendo sua agenda negativa, que testa o piso de impopularidade a cada semana nas pesquisas de opinião pública, resolveu vetar o projeto de lei que acabava com a multa de 10% do FGTS imposta às empresas e confirmou que não vai reduzir o número de ministérios, afinal o chefe acha desnecessário. 

O poste - e talvez a presidente resolva também adequar o gênero do substantivo para que seja declinado baixando algum decreto que permita se escrever "a poste" - desfez-se da máscara de boa gestora, de administradora eficiente. Em termos políticos, todos sabiam que Dilma é inábil; em termos de gestão, agora todos estão se convencendo de sua incapacidade.

Dilma se diz indissociável de Lula. É a criatura afirmando ser mera corporificação do criador, numa daquelas comparações dilmísticas um tanto quanto incompreensíveis. Se ela é indissociável de Lula, então ela é o próprio Lula e Lula é Dilma. Filosoficamente, trata-se de uma besteira típica de gente com pouca escolaridade ou de quem não tem a menor ideia do que está falando.

Em termos políticos, poderíamos aceitar a hipótese. Se assim o for, então o fracasso de Dilma será o fracasso de Lula, afinal é ele quem manda e ela tenta executar.

Agora é preciso acordar o eleitor do Nordeste, pois do jeito que as coisas caminham, a eleição de 2014 poderá representar uma grande divisão do país.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Lulamente


Nossa modesta contribuição de um novo verbete para as próximas edições dos dicionários de língua portuguesa.

LULAMENTE (lu.la.men.te) - 1. adv. modo - maneira ou jeito de ser malandro, mentiroso, chantagista, aproveitador, cara de pau, hipócrita. ex.: Lulamente conseguia pressionar todos ao seu redor. 2. subst. m. -  postura de superioridade, arrogância; diz-se do sujeito que acha-se acima do bem e do mal. ex.: Portava-se lulamente e tratava os demais com desprezo. 3. união do nome próprio Lula (ex-presidente do Brasil) e do verbo mentir no presente do indicativo, cujo significado pode ser sintetizado na expressão de que o partido e os "cumpanheiros" estão acima de tudo e de qualquer instituição, menos a bolada oriunda de consultoria a empresas que prestam serviço para o governo.



A triste síntese deste caso é o desrespeito pelo Estado Democrático de Direito e suas instituições. Se Lula não mentiu, então por que não convoca uma entrevista coletiva, ele que tanto gosta de discursar e dar lição de moral? 

Se o mensalão não existiu, por que Lula se esforça tanto para que o Supremo não julgue o processo e os crimes sejam declarados prescritos?

Se Lula não teme a justiça, por que nomeou Toffoli para o STF, advogado de seu partido e fiel cãozinho?


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

E Lula se foi

Chegou o dia e o ano começou com uma ótima notícia: Lula não é mais o presidente do Brasil. Deixou no seu lugar uma cria sua, mas pelo menos não vamos mais ouvir comédia stand up no jornal da noite. Lula, nos últimos tempos, fazia show cômico e não discurso. Tudo era fantasia, pois os fatos não condiziam com a realidade e não passavam de uma série de mentiras fantasiosas.

Passada a eleição, o castelo de cartas começou a ruir. Cesare Battisti, o companheiro italiano, ganhou refúgio, a Infraero será privatizada, as nossas fronteiras estão vulneráveis ao tráfico de drogas, o Minha Casa, Minha Vida não vai cumprir sua meta e por aí vai.

Lula terá uma crise de abstinência e vai sentir falta de um palanque, de um microfone para chamar de seu. A saída do poder gera estas coisas. É questão de tempo.

Quanto à Dilma, não vejo grande coisa em ser a primeira mulher presidente. Seu discurso foi parecia leitura de programa partidário, enfadonho e burocrático. Um discurso com a cara dela. Sua obrigação é fazer um bom governo, não importa se o governante é mulher ou homem. Quando Celso Pitta foi eleito prefeito de São Paulo, louvavam o fato de ser negro. Quando seu governo afundou, ninguém mais tocou no assunto. Com Dilma será a mesma coisa: se ela for bem, louvaram as mulheres; se ela for mal, a culpa será do Lula.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Um país dividido

A eleição passou. Este post ia ser escrito antes da eleição, mas não perdeu sua atualidade e tem um olhar retrospectivo. As urnas só confirmaram o que já imaginava e pode ser visualizado no post anterior, com o mapa eleitoral que correlaciona o voto com os indices de analfabetismo. Eis aí a representação visual do que aconteceu: o país votou dividido.

Na eleição de 2006, o ponto que mais me marcou foi a forma como Lula tentou dividir o país. Lula tentou rotular Alckmin como um representante dos ricos, do sul, da elite, dos inimigos dos pobres e oprimidos. O país votou dividido.

O mesmo script foi seguido nesta eleição, porém os ânimos se acirraram com a margem menos folgada de vitória e com uma candidata fabricada em laboratório, uma espécie de versão feminine de Celso Pitta.

Acho lemantável a divisão perpetrada por Lula e pelo PT. O responsável por este discurso separatista e de confronto maniqueísta foi Lula. FHC lembrou bem, em entrevista à Folha de São Paulo, que Lula “dinamitou pontes” em seu governo. Ao invés de unir o país em torno de um proposta, optou-se por dividir o país e instigar uma rivalidade desnecessária e nada positiva. Lula, do alto de sua popularidade, mandou ver e decretou guerra aos inimigos, sugeriu que era necessário "extirpar a oposição" e metralhou uma sucessão de destemperos agressivos e autoritários. 

A divisão do país ficou mais evidente quando o tema ganhou a internet com ofensas aos nordestinos e equivalente revide. Acho que as atitudes estão equivocadas e não se justificam, afinal somos todos brasileiros, somos todos filhos da mesma pátria. Chegou-se ao absurdo de se falar em “raça” nordestina, o que não existe.

Voltemos ao ponto objetivo: a divisão do país. Este mapa traz a votação dos candidatos por município, além de algumas outras análises visuais bem interessantes. 

Nota-se claramente que Dilma venceu de forma esmagadora no Nordeste e no Norte e nas faixas populacionais com menor índice de escolaridade. Serra foi vitorioso no Sul, no Centro-Oeste e no Sudeste, com exceção de Minas Gerais que votou em Dilma. No geral, a vitória foi de Dilma.

Outro aspecto que os números revelam é que Serra venceu na maioria dos municípios vencidos por Marina no 1o. turno, revelando uma nítida transferência de votos.

Há várias extrapolações possíveis e os números contribuem para várias análises. Uma delas demonstra que no Maranhão, Dilma venceu em todos os municípios. No Maranhão, 55% da população é beneficiária do Bolsa Família. O Estado é governado por uma mesma família há muitos anos, família esta que se aliou a Dilma. Um jornal maranhense trazia um artigo assinado pelo Senador José Sarney em que dizia que votar em Dilma era votar em Roseana.

O Bolsa Família é um programa assistencial positivo, porém é preciso questioná-lo. É benéfico dar o benefício por prazo indeterminado? Como auxiliar um beneficiário a sair do programa? Como educar as pessoas para que se capacitem para a vida profissional e saiam do programa? Estas perguntas não foram abordadas na campanha presidencial.

Aliás, poucos temas relevantes foram abordados por ambos os candidatos na reta final da campanha. Culpa de quem? Culpa de nós cidadãos e eleitores que não exigimos posturas mais claras.  Por exemplo: sabemos o que pensa Lula, mas o que pensa Dilma? Ela não falou o suficiente. Foi treinada para repetir um “programa” de governo vazio e generalista, mas que não explica como as questões serão enfrentadas.

Os candidatos prometeram realizar a reforma política, a reforma tributária, melhorar a infraestrutura, melhorar a segurança, melhorar a saúde, melhorar a educação.

As duas primeiras reformas são eternas promessas e se a reforma política tivesse sido levada a cabo, talvez Tiririca não tivesse sido eleito. Duvido que Dilma consiga realizar uma delas. E ainda tem a reforma previdenciária e o ajuste fiscal para diminuir o tamanho da máquina pública. Os desafios que Dilma vai enfrentar são grandes e, como cidadão, não sei o que ela pensa sobre estes temas.

Dilma assumirá com um país dividido. Terá uma maioria na Câmara e no Senado, porém, se o PMDB se revoltar, esta maioria se evapora. Esta divisão criará problemas para Dilma pois vislumbro que o cidadão saberá utilizar melhor os instrumentos de comunicação disponíveis e que foram palco de grandes embates nos meses que antecederam o pleito. Refiro-me à internet, especificamente ao Twitter, ao Facebook e ao Orkut. Ousaria dizer que o Twitter foi o grande vencedor desta eleição.

Política não deve ser assunto para cada dois anos; política deve ser acompanhada sempre. Utilize os canais disponíveis e cobre, fiscalize, escreva para seu deputado e senador, manifeste sua indignação e elogie os bons projetos. O email pode ser uma ótima forma de botar a boca no trombone.

Este blog continuará a importunar nossos dirigentes e a reclamar, quando for o caso. Se couberem elogios, estes também serão feitos. 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Um mapa eleitoral


Estatísticas são frias; números são frios. Alguns dirão que comportam intepretação, outros dirão que não. Os dados estão lançados nos mapas acima. Esta eleição aprofundou ainda mais a divisão do país, algo nutrido e incentivado pelo partido vencedor. O tema exige análise mais profunda e voltarei ao tema.

Agora, só nos resta respirar fundo e não se calar.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Hélio Bicudo, a democracia e a liberdade



Desnecessário acrescentar qualquer comentário. A grandeza de espírito revela-se na atitude crítica de Hélio Bicudo. Ao invés de seguir cegamente um líder que atirou na lata do lixo a ideologia e seus princípios - se é que algum dia compreendeu esta expressão -, Hélio Bicudo saiu do PT por discordar do encampamento do Estado pela máquina partidária.

E termina sua fala com a afirmação: "Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos." Pense nisso na hora de votar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A voz das urnas

Sei que estou abusando da temática política neste blog, mas peço a paciência do leitor. Os temas literários retornarão em breve. Até que fui comedido nestes últimos dias, pois tinha pensado em escrever um longo texto prevendo o segundo turno. Tinha minhas razões que acabaram sendo expostas em conversas, mas não se transformaram em um texto organizado. Meus interlocutores sabem que acertei.

O eleitor jogou água no choppe e acabou com a festa da arrogância da líder nas pesquisas. O discurso de Dilma, após o encerramento da apuração, revela claramente que ela sentiu o golpe. Ela nunca havia disputado uma eleição e perder faz parte do jogo democrático. Visivelmente abatida, Dilma falou à imprensa mas não conseguiu esconder o desapontamento e o clima de velório. Veja o vídeo:



Aliás, Brasília é realmente uma cidade mística e estranha. Na mesma eleição, o Distrito Federal reuniu as condições climáticas perfeitas para a proliferação de fantoches políticos como nunca antes na história deste país. Weslian Roriz e Dilma Roussef são exemplos desta espécie nova espécie humana. Se Gepeto morasse em Brasília, não precisaria fazer um pedido à fada madrinha, bastaria contratar um bom marqueteiro e Pinóquio ganharia vida. E um bom cargo político.

Enquanto fiquei contente com a sapiência do eleitor paulista que recusou Netinho de Paula, não posso dizer o mesmo da eleição do Tiririca. Para não ficar tão isolado e envergonhado, o eleitor carioca elegeu Garotinho para a Câmara Federal. Agora teremos palhaço e plateia; ou vice-versa.

Conforme nossa previsão, Tirirca foi eleito. O Delegado Protógenes Queiroz também foi eleito. A Mulher Pera, apoiada por Eduardo Suplicy, teve a candidatura impugnada e ficou sem votos. Outros oportunistas que procuravam um emprego também não se elegeram, o que deixa um fio de esperança.

Algo que ficou muito claro com o mapa de votação para presidente foi a divisão do país. No Nordeste, 22% dos eleitores recebem o Bolsa-Família. O voto de cabresto ainda impera. Esta a razão para o sucesso de Dilma naquela região.

Por fim, eu daria qualquer coisa para estar no Palácio da Alvorada e ver a cara da Dilma e do Lula quando perceberam que haveria 2º. Turno. A “alegria” de Dilma contrastou com a “tristeza” de Marina Silva. Humildade faz bem e o eleitor deu um pouco de esperança para aqueles que acreditam no voto.


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Em defesa da Democracia

Hoje será realizado em São Paulo um ato a favor do controle da imprensa no Sindicato dos Jornalistas. No Rio de Janeiro, no Clube Militar, haverá um debate a favor da democracia e da liberdade de imprensa.

Veja a que ponto chegamos no Brasil: "jornalistas" defendem a censura e controle sobre a imprensa e os militares defendem o Estado de Direito, a Democracia e a liberdade de imprensa.

Isto tem nome: governo do PT. Esta é a cara do PT. Se estiver conosco e pensar com o partido, ótimo, caso contrário deverá ser extirpado. Qualquer semelhança com Fidel Castro, Hugo Chávez e aquele barbudinho do Irã não é mera coincidência.
Se você não concorda com o que estão fazendo com o Brasil, assine o Manifesto em Defesa da Democracia.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A visão "curta" da liberdade de imprensa


A imagem que ilustra este post foi retirada do blog Seja dita a verdade. Trata-se de um blog, assim como tantos outros, que retratam a versão oficial e defendem o governo. Há vários jornalistas que afirmam ser imparciais, mas na verdade são bancados por estatais e outras formas indiretas de custeio pelo governo. Se você é amigo do chefe, ganha um patrocínio. Se você é independente, você é inimigo.

Para a militância oficial do governo, a imprensa é chamada de PIG - Partido da Imprensa Golpista. Toda denúncia ou crítica feita ao governo é retratada como "factóide eleitoral", "intriga da oposição", mentira, conspiração das elites. Curioso que quando meios de comunicação "idôneos" como a revista Carta Capital criticam algum integrante da oposição, estes militantes aplaudem.

Há uma perigosa visão curta, limitada, autoritária por parte destas pessoas. Já escrevi sobre isto antes e voltarei ao tema enquanto for necessário, enquanto houver o risco de ter minha voz calada por líderes que não sabem respeitar a democracia e uma visão diferente da deles. Se dependesse de Lula, todos os brasileiros seriam petistas, não haveria necessidade de eleição e todos adulariam o líder supremo. Algo como é feito com Fidel Castro e Hugo Chávez.

Lula, no dia 18 de setembro, em comício em Campinas, voltou a atacar a imprensa. A OAB - que demorou para acordar - e a ANJ divulgaram nota de repúdio, que pode ser lida aqui.

Os ataques têm sido reiterados e partindo de fontes diferentes. Na semana passada, foi José Dirceu. Agora Lula voltou à carga. E tem gente no PT que ainda tenta sustentar que Lula não é contrário à liberdade de expressão. Em outras palavras, tentar dizer que Lula não disse o que disse.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O cômico horário político

Quinta-feira passada estava parado no trânsito, cruzando a cidade no horário do rush, quando minha música foi interrompida no rádio pelo horário político obrigatório. Muitos defendem o financiamento público de campanhas políticas e o horário político obrigatório, que é um daqueles resquícios do regime militar - como A Hora do Brasil. Interessante que nenhum partido é contra o horário político, pois tem interesse na sua manutenção e no acesso gratuito aos meios de comunicação.

Voltemos ao ponto.

Era dia de horário político do PT. De forma descarada, Lula fez campanha antecipada para Dilma, o que é ilegal. O horário político mais parecia propaganda eleitoral. Vamos aguardar para ver como o TSE se manifestará a respeito.

Não desliguei o rádio pois toda vez que Lula resolve falar, tenho certeza de que darei boas risadas. O ponto alto da propaganda do PT foi a comparação feita por Lula onde comparou a trajetória de Dilma à trajetória de Nelson Mandela. Cai na gargalhada! A comparação é grotesca e de uma imbecilidade ímpar.    Trata-se de mais uma simplificação estúpida engendrada pelo redator do texto, ou talvez, pelo próprio presidente. Reinaldo Azevedo já começou a chamar a candidata do PT de Dilma Mandela.

Não sei se as classes populares compreenderam a comparação, mas os mais esclarecidos devem ter achado curiosa a analogia, para não dizer ridícula. 

De fato, o horário político é cômico.

domingo, 14 de março de 2010

Ainda sobre Lula e sua máscara de cera

É muito interessante escrever um post e no dia seguinte se deparar com alguém seguindo a mesma linha de raciocínio com um artigo publicado na imprensa.

Carlos Alberto Montaner é um escritor cubano e foi um dos autores do Manual do Perfeito Idiota Latino Americano (Bertrand Brasil, 1997) que já está em sua 5a. edição.

Escreveu no Estadão (p. A-16) do dia 12 de março um artigo intitulado "A decepção internacional com Lula". Um pequeno trecho para os leitores:

"A hipótese de um presidente latino-americano que o conhece bem, também decepcionado, aponta para usa ignorância: 'Esse homem é de uma penosa fragilidade intelectual. Continua sendo um sindicalista preso à superstição da luta de classes. Não entende nenhum assunto complexo, carece de capacidade de fixar a atenção, tem lacunas culturais terríveis e por isso aceita a análise dos marxistas radicais que lhe explicaram a realidade como um combate entre bons e maus.' Sua frase final, dita com tristeza, foi lapidar: 'Parecia que Lula, com sua simpatia e pelo bom momento que o país atravessava, converteria o Brasil na grande potência latino-americana. Falso. Ele destruiu essa possibilidade ao se alinhar com os Castro, Chávez e Ahmadinejad. Nenhum país sério confia mais no Brasil'."

Diga-me com quem andas e te direis quem és!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Lula, a fraude do Brasil

O nosso presidente deu uma entrevista à Associated Press e afirmou que os presos políticos em Cuba são equivalentes aos nossos bandidos, estupradores, estelionatários, traficantes, ou seja, criminosos comuns. O texto publicado pelo Reinaldo Azevedo é de um primor característico e não vou me alongar no assunto. Vejam o vídeo que acompanha o post.

Fiquei indignado com Lula em Cuba logo após a morte de Orlando Zapata e de sua defesa de ditadores. Lula tem colecionado más companhias nos últimos tempos. Ditados populares vêm à mente aos borbotões..."Diga-me com quem andas e te direis quem és". Lula é exatamente igual aos seus companheiros Chávez, Fidel e Ahmadinejad. Lula disfarça suas posições anti-democráticas, mas as mantêm vivas no seu interior.

Eliminar a oposição e toda forma de pensamento contrário ao dele, o que equivale a tolher a liberdade de expressão; limitar a liberdade de imprensa; aumentar o tamanho do Estado através da criação de empresas; fortalecimento de sindicatos e da máquina estatal; tratar países que violam os direitos humanos com leniência e princípios frouxos: eis algumas das características do governo.

Lula, ao fazer pouco caso da greve de fome, ao desdenhar dos presos políticos, ao alegar que o regime cubano condenou aquelas pessoas dentro "do devido processo legal cubano", afirmou, nas entrelinhas, que Cuba é mais democrática que a Itália, que Honduras. Caso contrário, deveria extraditar Cesare Battisti que permanece preso aguardando uma decisão do presidente. Lembram-se dele?

Lula, na entrevista gravada e apresentada no post do blog do Reinaldo Azevedo, revela o que é: uma fraude. Um homem sem princípios, egocêntrico, vaidoso, messiânico e que sonha em ser o "rei" do terceiro mundo, uma espécie de líder auto-proclamado dos pobres e coitadinhos. Mas claro, desfrutando das benesses dos ricos. Lula é a cara da esquerda festiva: finge que defende os pobres, mas se aproveita do poder para enriquecer em causa própria.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Jogo Rápido

Algumas notas rápidas neste pós-carnaval, ou melhor, neste começo de ano, como clamam alguns. Crendice popular da qual discordo redondamente.

1. São Paulo voltou a sofrer com um forte temporal no dia de ontem. Os túneis que passam por debaixo da Avenida Rebouças ficaram inundados, o que é inédito. Levando em conta que Dilma Roussef usará o tema enchente na campanha, vale lembrar que estes túneis foram construídos na gestão Marta Suplicy.  A obra foi criticada por vários técnicos e o Tribunal de Contas do Município suspeitou de superfaturamento. Se a obra era tão perfeita, não deveria alagar, não é Senador Mercadante?

Outro ponto que todos parecem esquecer: São Bernardo do Campo também tem sofrido com enchentes. O prefeito de São Bernardo é Luiz Marinho, do PT. Isto ninguém lembra! Mas para descer a lenha no Kassab, as vozes são muitas.

2. E por falar em Mercadante, o senador petista de São Paulo, adora usar o twitter. Anunciou no twitter que   renunciaria à liderança do partido de modo irrevogável. Levou um puxão de orelha do Lula e voltou atrás em plenário, "desdizendo" o que havia escrito. 

Agora ele ataca de novo e escreveu: "Agora na Costa Rica, o presidente Arias transferiu prestígio e fez a sucessora, Laura, mulher. Por que não comparar com a vitória de Dilma?"



Do jeito que é pé frio e péssimo com seus palpites, Serra vai dormir mais tranquilo. E não vou nem gastar tempo apresentando as diferenças que Costa Rica e Chile têm com o Brasil. Nos dois casos, a máquina pública não utliza o Bolsa-família para ganhar a eleição.



3. O Distrito Federal está sem governo. Vou provocar: por que não aprovar uma emenda constitucional e acabar com o Distrito Federal? O DF poderia ser transformado em área subordinada à presidência da república que nomearia um administrador. Seriam eliminados 3 senadores e 6 deputados federais, além de um tribunal de justiça e seus desembargadores, deputados distritais e todo um mundo de funcionários públicos que só geram despesa e roubalheira. Seria muito delirante uma ideia destas?



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Verdades Incômodas



Passei uns dias numa cidade do interior de São Paulo, numa chácara, aproveitando uma virada do ano calma e chuvosa. Tive acesso apenas aos canais de TV aberta e fiquei irritado com a insistente quantidade de comerciais oficiais, ou seja, do Governo do Estado de São Paulo e do Governo Federal, incluindo o Banco do Brasil e da Caixa Econômica. Em todos os blocos de comerciais, em todas as emissoras, há um bombardeio de propagandas bem feitas, bem filmadas e com mensagens ufanistas. O que me irritou foi o fato de que metade da informação é mentirosa, sem contar que se trata de propaganda demagógica, eleitoreira e representativa de desperdício de dinheiro público. A campanha para a presidência já começou há tempos, mas nem por isso vou achar que é justificável o gasto de dinheiro público com propaganda inútil.


Exatamente por causa desta minha indignação, e por ser um ano eleitoral, o segundo post do ano deixará registrado alguns fatos que ocorreram em 2009 e que não podem ser esquecidos.


1. O Poder Judiciário amparou o cerceamento indevido da liberdade de imprensa ao proibir o jornal Estado de São Paulo de publicar qualquer informação sobre uma investigação da Polícia Federal que tem como um dos investigados o Sr. Fernando Sarney, filho do presidente do Senado. Lamentavelmente, o Supremo Tribunal Federal privilegiou o formalismo em detrimento do direito material e do que está previsto no texto constitucional. Alguns blogueiros em diversos estados do país também enfrentam a censura por denunciar políticos acusados de corrupção.

2. O governo Federal continua a financiar movimentos violentos e criminosos que invadem a propriedade privada e destroem fazendas produtivas tudo em nome de uma suposta “causa” que entendem justificar o emprego da força e o uso de todo e qualquer meio para que se atinjam os fins.

3. O governo Federal editou decreto que cria uma comissão para revisar a Lei de Anistia. Já escrevi sobre isto e volto a repudiar esta tentativa revanchista de reabrir feridas do passado do país, criando uma divisão e um clima de terror desnecessários. Aliás, o PT tem abusado da ideia e das estratégias de dividir o país para se manter no poder.

4. O ministro da Justiça decide conceder asilo politico a um homicida condenado na Itália alegando que o país estava sob um estado de exceção. O terrorista continua preso aguardando que o presidente determine sua extradição, porém, Lula não tem prazo para cumprir a decisão do Supremo.

5. O Senado Federal aprovou o ingresso da Venezuela no Mercosul ignorando completamente a exigência de que o país membro seja um país democrático.

6. Os escândalos de corrupção continuaram a surgir no país e os envolvidos continuam impunes e influenciando mais do que nunca o partido que governa o país. Apenas para refrescar a memória vale lembrar de Delúbio Soares, Luis Gushiken, José Dirceu, José Genoino etc., sem mencionar o mais recente caso de José Roberto Arruda e seus amigos.

7. O governo, através do Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, usou dinheiro público para salvar o Banco Votorantim, o Banco Panamericano (Silvio Santos) e pode salvar também o Banco Bonsucesso. Por que o BB e a CEF não abrem um guichê para que qualquer empresário possa vender sua empresa a um destes generosos bancos?

8. As FARC sequestram e degolam um governador colombiano, mas o governo brasileiro insiste em dizer que as FARC não são um grupo terrorista.

9. Até quando Manuel Zelaya vai ficar hospedado na embaixada brasileira em Tegucigalpa?

10. Apenas 10% das obras do PAC foram concluídas até o momento, ou seja, 3 anos após o lançamento do programa. A propaganda do governo condiz com a realidade?

11. O governo optou por grave retrocesso ao propor a criação de uma nova estatal, a Petro-sal e de adotar um modelo ultrapassado, centralizado no poder estatal, para gerir e regular a nova fronteira petrolífera.

12. Para concluir, editou o Decreto nº 7.037, de 21 de dezembro de 2009, que aprova o Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3, mas isto é assunto para um outro long post.

Em ano de eleição este blog vai fazer sua parte: vamos falar a verdade e expor as mentiras que os políticos vão lançar em nossa direção durante a campanha. E se algum deles perder a eleição por nossa causa, poderemos comemorar juntos a renovção dos nossos líderes.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Lula e Freud

O discurso de nosso grande líder merece ser visto. O vídeo é curto e garante muitas risadas. Fico pasmo com a capacidade criativa de nosso presidente. É muita besteira para um único homem.

A incorporação do vídeo foi desabilitada, então, meus caros, tem que clicar no link para acessar o vídeo.

Uma pérola destas não poderia passar batido.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Uma cena em várias versões.

O filme "A Queda" retrata as últimas horas de Adolf Hitler em seu bunker. A criatividade brasileira resolveu dar uma nova versão, ou melhor, duas versões para as cenas. A segunda é mais divertida e já foi publicada no post No Palácio da Alvorada, em fevereiro de 2008. A primeira trata do espetáculo midiático e de sucessão de erros que se tornou o caso Uniban.

A versão da Uniban:




A versão dos cartões corporativos:

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Mentiras e mais mentiras

Antes de escrever este post, olhei textos do passado sobre mentiras contadas por políticos com a maior cara lavada. Não queria repetir o título. Talvez deva fazer uma série e simplesmente usar o título mentiras seguido de algum algarismo. Não poderia usar o alfabeto, pois ele acabaria muito rápido.

O tema é a Ministra Dilma Roussef e seu pedido à ex-Secretária da Receita Federal, Lina Vieira. Se você não tem ideia sobre o que estou falando, leia aqui antes.

Dilma utilizou de todo o seu treinamento de guerrilheira para mentir e reafirmar a mentira, até que em algum momento ela se tornasse "verdade". Algo como tem feito o presidente do Senado, José Sarney. Ou como faz o chefe de todos, o nosso "Cara".

Tudo isto chega a ser patético, revoltante. Brincam com nossa inteligência, com nosso dinheiro e deixam o "barco correr" rio abaixo, rumo às quedas.

Voltemos ao caso Dilma x Lina. Quero realmente que provem e comprovem que Dilma está mentindo. Dilma vai continuar a afirmar que não pediu o que pediu à ex-secretária da Receita. Dilma utilizará de algum artifício de linguagem para dizer que foi mal interpretada, de que jamais intercederia numa atuação técnica e fiscalizatória e blá, blá, blá.

Conversa para boi dormir!

Dilma já está em maus lençóis. Afirmou que não houve o encontro. Talvez diga agora que houve o encontro, mas nada pediu. Tudo fica muito previsível. Quando estivermos no clímax do conflito, o "Cara" vai soltar alguma piada ou fazer alguma analogia tosca com futebol ou churrasco, todo mundo vai rir e prevalecerá o clima de "vamos todos à pizzaria".

Só o fato de Dilma ter tentado interceder é fato grave suficiente para ser investigado. Mas, neste nosso país, estas coisas são consideradas "normais". Eu vou continuar a ficar indignado e achar tudo muito estranho, assim como acho as cantorias do Senador Suplicy um sinal de que ele deve se aposentar.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Discurso vazio ou é hora de parar

Ouvi trechos do discurso de José Sarney, presidente do Senado, sobre os atos secretos e a indicação de familiares para cargos em comissão e a crise do Senado. Li o discurso quase na íntegra como publicado no Estadão de quarta-feira. Fiquei perplexo, para dizer o mínimo. Espantado diante de tantas palavras para atribuir a culpa aos outros. Tive a nítida sensação de que Sarney parecia estar em outro planeta e discursava sobre uma realidade que nada tinha a ver com o que todos sabemos. Ele lavou as mãos, como se discursasse para alguns poucos, como se não existisse televisão, imprensa e a internet. Como se suas palavras - e atos secretos - ficassem restritos a um pequeno grupo de patrícios, de nobres senhores e senhoras senadoras. Este tempo já passou há muito. 

Vi a repercussão em diversos blogs, como o da Edna e da Lenissa. Reinaldo Azevedo, em um de seus diversos posts sobre o tema, chamou de  O Outono do Oligarca. Talvez esta seja a melhor descrição do que presenciamos estupefatos. Infelizmente o brasileiro não sai às ruas para manifestar, mas temos a internet como poderosa arma para manifestar nossas opiniões e discordar de tudo que existe de podre na política brasileira. 

Atentem para alguns fatos. 

José Sarney tem 79 anos, foi Presidente da República e por 2 vezes anteriores foi presidente do Senado. Tem o Maranhão como verdadeira capitania hereditária, apesar de ser Senador pelo Estado do Amapá. Como senador, deveria representar o Amapá, mas parece só ter olhos para seu estado natal, o Maranhão. Assim afirmou no discurso. 

O Brasil não admite mais a mentira e uma relação promíscua com o dinheiro público. Estamos cansados daqueles que usufruem da máquina pública sem ter espírito público. Pessoalmente acho abominável certos benefícios que funcionários públicos têm em comparação com os demais mortais. 

Pior ainda a defesa realizada por Lula. A emenda ficou pior que o soneto. Aliás, Lula – em mais uma viagem ao exterior e agora na terra de Borat – brindou-nos com grandes pérolas esta semana. Além de dizer que Sarney “não pode ser tratado como pessoa comum, pois ele não é uma pessoa comum”, Lula defendeu o presidente do Irã e as aparentes fraudes ocorridas na eleição daquele país. 

Mas voltando ao assunto, Sarney não é um homem que acompanhou as mudanças no país. Ele parou no tempo. Deveria ter a humildade de retirar-se da cena pública, de abrir mão do prazer que o poder traz consigo, de deixar sua vaidade para o mundo das letras. Um grande homem sabe a hora de se retirar, sabe a hora de reconhecer que seu tempo passou, que seu serviço público já foi prestado e que é hora de se aposentar. 

Deixar os palcos graciosamente é uma qualidade de poucos. É preciso desprendimento e um reconhecimento humilde de que somos limitados, finitos e temporais. A maioria insiste em rejeitar a implacável marca do tempo. Sarney corre o risco de macular sua biografia.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Lá vem o 3 subindo a ladeira...

Há certas coisas que realmente me deixam embasbacados, perplexo e fogem da minha limitada compreensão. Se o Lula não quer o 3o. mandato - tema que já falamos aqui num passado não tão recente -, por que cargas d'água um deputado apresenta uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para permitir o 3o. mandato?

Talvez Lula diga mais tarde que não sabia de nada.

Por falar em governo, fizemos uma análise sobre as alterações propostas na caderneta de poupança e os erros do governo neste assunto. O artigo A escolha errada na mudança da poupança está no blog Informativo Legal.
PS.: O discurso do presidente e o post anterior com o dueto Jane Monheit e Michael Bublé é mera coincidência.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Duas perguntas ingênuas

Lanço aos leitores duas perguntas ingênuas para reflexão:

1. Quando o preço do petróleo atingiu níveis especulativos e abusivos, gerando lucros para a Petrobrás, por que o governo brasileiro não trocou a direção da empresa e forçou a companhia a reduzir o preço da gasolina na refinaria?

2. Por que o governo quer usar o Banco do Brasil para violar a lei vigente no país em matéria bancária desde 1964 e lesar, a olhos vistos, os acionistas do Banco com uma proposta de praticar taxas de juros abaixo das taxas de mercado? Quem é que vai arcar com o prejuízo? Seria o ministro Guido Mantega tão brilhante que pretende criar a primeira companhia aberta do mundo cujo objetivo é ter prejuízo? 

Nunca antes neste país se viu algo tão deplorável. 

As respostas serão longas, mas virão.