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terça-feira, 17 de abril de 2012

Livro infantil: porta de entrada para um mundo mágico


Pipa


No dia 18 de abril comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil. A data escolhida foi instituída para homenagear Monteiro Lobato, talvez o mais marcante escritor infanto-juvenil brasileiro. Suas obras dialogam com o universo da criança e do adolescente. A homenagem é justa e a data muito relevante para passar em brancas nuvens. O Brasil ainda é um país de analfabetos e de poucos leitores. Refiro-me àquela pessoal que não escreve direito, que não compreende os textos e que lê pouco. Afinal, quem pouco lê, mal escreve. A consequência é direta. O remédio para adultos letrados e lidos é despertar o gosto pela leitura na criança.

Em abril de 2010, fiz um post com o título Criando Leitores. Afirmava que leitores são desenvolvidos, instigados, criados. Ninguém nasce lendo. Ninguém nasce virtuoso. A virtude é adquirida com a repetição de um determinado ato, até que a prática deste determinado ato transforma-se em hábito. O mesmo ocorre com a leitura. É preciso ler junto, ensinar a ler, ensinar a apreciar o livro e descobrir o livro com um grande companheiro em momentos de diálogo interno. O exemplo é fundamental para que isto ocorra. Se os pais não leem, os filhos não lerão.

Outro dia, um amigo deixou o seguinte comentário no Facebook: "Semana de provas e tenho que fazer meus filhos estudarem. Qual o melhor caminho: prêmio ou dinheiro?". Não sou psicólogo infantil, mas diria sem medo de errar que a metodologia está completamente errada. A resposta para mim é disciplina, é compreensão por parte da criança de que o estudo é sua profissão e o estudo é sua missão e tarefa. Em outras palavras, estudar é obrigação da criança. Não digo que é fácil - tenho minhas lutas com meus filhos neste campo também -, mas tenho a preocupação de demonstrar-lhes a importância deste momento e da relevância do estudo em suas vidas. 

O mesmo pode ser transposto para a leitura. Basta separar alguns minutos por dia, sentar-se com o filho e ler juntos. O exemplo arrasta! 

Cabe também uma breve ressalva: é preciso escolher o livro e ajudar a criança a ler bons livros. Há muita porcaria publicada e vendida por aí. Um livro ruim pode 'deseducar' e pode agravar problemas com ortografia e gramática. 

Se você não sabe por onde começar procure qualquer livro da Ruth Rocha, uma escritora brasileira que sabe contar uma excelente estória para as crianças. E para fazer-lhes companhia, por que não reler alguma obra de Monteiro Lobato? Sairá rejuvenescido com a volta à infância e com um vocabulário mais rico. Não perca tempo e lembre-se: o livro infantil é o ponto de partida para formação de bons leitores.

NOTA: Para ler outros posts sobre Monteiro Lobato e literatura infantil, clique nos tags abaixo.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Resposta ao comentário de um leitor


Bom... achei bem vago o post, quanto ao título. Existem sim muitas e inúmeras formas de pensar, assim como um padrão na linha de raciocínio. Como a estatística. Toda sua interação é condicionada por vários fatores, entre eles momentâneos e acumulativos, assim como fatores bioquímicos como os genes, falta de alimentação, o que gera uma necessidade e uma atenção pra um assunto diverso, como por exemplo, uma vida, um hábito e um costume... são combinações que fazem um mundo tão complexo, acho o tema interessante, e se quiser pra ser posto em discussão.

Este comentário foi feito pelo leitor Guilherme Crepaldi Ferreira da Silva que edita o blog Identidade. Agradeço seu comentário, sua visita e leitura do blog. A crítica exige uma resposta e a resposta vem para a frente do blog, pois o post Formas de Pensar é de 31 de maio de 2007. Tive que reler o post para poder argumentar com você, pois sinceramente me lembrava apenas que o post tratava das diferenças entre o raciocínio masculino e feminino e convidava para uma discussão sadia.

Faço uma preliminar antes: este blog não tem cunho científico. O post, assim como tantos outros, tem um cunho mais humanístico e literário. É um exercício de investigação da personalidade masculina e feminina e do comportamento. Quando abordei o tema, fi-lo com o intuito de escrever uma crônica leve sobre o tema e valorizar estas diferenças. 

O post é vago e tenta ser provocativo, no sentido de incentivar o debate. Tanto é assim que se você ler os comentários deixados origingalmente no post, perceberá as posições diferentes sobre o tema e a riqueza de contribuição dos leitores.  Cada análise revela uma forma de pensar e de analisar a realidade. Acho que o objetivo foi alcançado, pois depois de 4 anos, o tema volta à tona para debate. 

Sinta-se à vontade para retomarmos o diálogo por aqui ou através de um post no seu blog.


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O prazer da poesia




Formulou a pergunta com um ar de surpresa e desconfiança:

"Você costuma ler poesia?"

A resposta afirmativa não deixou o interlocutor sem jeito, mas sinceramente surpreso,  talvez por achar que a leitura de poesia esteja restrito aos alunos de escolas infantis e jovens adolescentes na fase da descoberta dos sentimentos, como aquelas mocinhas que suspiram diante de poemas açucarados.

Eu leio poesia e de vez em quando tento escrever poesia. Encontro na leitura de versos  de meus poetas favoritos um raro momento de reflexão, de contemplação, deixando de lado o trabalho e as preocupações banais e cotidianas da vida. Mergulho no verso e deixo a razão de lado por alguns instantes. Experiência que é igualmente prazerosa ao escrever.

A poesia é uma fonte de prazer. Ferreira Gullar, em recente entrevista, afirma que escrever poesia é uma aventura prazerosa. 

A poesia é a forma mais livre de escrita. O poeta enfileira as palavras traduzindo sua imagem abstrata em algo concreto e compreensível, mas deixando ao leitor a interpretação, que recorre a imagens pessoais criadas pela experiência pessoal.

Um lindo dia pode ser descrito de forma distinta e significar algo quase ilimitado, pois cada leitor o descreverá com base numa análise subjetiva.  Não tenho a pretensão de teorizar sobre o prazer que a poesia produz, pois é algo que se comprova na prática.

Corra as folhas de um livro de poesia, deixe que seus olhos sejam atraídos por palavras que lhe fisguem a atenção e invadam o emocional. Um momento basta para que aquelas palavras permitam ao leitor transcender o mundo real e meditar sobre o que o poeta descreve. O prazer intelectual é marcante. Algo semelhante ao que ocorre quando uma música se repete milhares de vezes em nossa cabeça e passamos a cantarolá-la o dia todo; ou quando uma pintura ou uma foto nos prendem a atenção de forma inexplicável.  Eis a beleza, eis a grandeza a nos arrebatar.

A música é a poesia cantada. Dou um exemplo com estes versos extraídos da música Shimbalaiê, da jovem Maria Gadú:

Shimbalaiê, quando vejo o sol beijando o mar
Shimbalaiê, toda vez que ele vai repousar

A palavra traduz o momento de um pôr do sol no horizonte tendo o mar como cenário. Não é preciso dizer nada mais. O leitor pode deixar o tempo passar contemplando o espetáculo natural; ou pode ser transportado pela imaginação ouvindo os versos e que remetem a uma prazerosa experiência passada.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Incentivando a leitura nas crianças


Há muitos estudos sobre a importância da leitura e seus efeitos benéficos ao ser humano. Certa vez li uma reportagem sobre a redução da incidência de Alzheimer em pessoas que tinha hábitos de leitura ao longo da vida em comparação com pessoas que não liam. Outro estudo revela que famílias que incentivam a leitura em jovens colhem resultados positivos, com melhor desempenho escolar e carreiras profissionais mais bem sucedidas, do que jovens que não tem o hábito de ler.



Não conheço nenhum estudo que aponte que a leitura – boa leitura, claro – é prejudicial à saúde ou ao desenvolvimento emocional do ser humano. A grande questão está exatamente em incutir o hábito da leitura constante nos mais jovens. Tratei deste tema outras vezes neste blog, como no post Criando Leitores, e com a proximidade das férias, as crianças com mais tempo livre, resolvi dividir algumas dicas sobre como incentivar o hábito da leitura nos mais jovens.


Esta compilação de sugestões é empírica, decorrem da observação, de tentativas que funcionaram bem, de conversas com outros pais e professores. Convido-os a acrescentarem mais dicas através dos comentários para que possam ser divididas com mais pessoas que têm preocupação semelhante.


1. O Exemplo – criança imita os pais e o bom exemplo é arma mais poderosa para demonstrar aos pequenos o que é bom, qual a conduta a seguir. Se os filhos verem os pais lendo, sem dúvida terão vontade de ler também.

2. Porta de entrada – a leitura deve ser algo divertido e prazeroso. A porta de entrada para a descoberta deste mundo, normalmente, são os gibis. Coloridos, estórias curtas e de fácil compreensão. Uma receita para quem está dando os primeiros passos na leitura. E há versões da Turma da Mônica em inglês e espanhol, uma ótima ferramenta para treinar um novo idioma.

3. Demonstrar Interesse – é preciso saber que tipo de estória seu filho gosta. Basta ir a uma livraria e observar por qual livro seu filho é atraído. Demonstre interesse pelo que ele está olhando e sugira alguns livros para ele folhear. Meninas e meninos são diferentes e assim se dá na leitura também. Não adianta sugerir para um menino de 8 anos a leitura de O Pequeno Príncipe. Não vai dar certo.

4. Ajudar a ler – Ler juntamente com a criança é uma forma de incentivar o leitor e permitir aos pais que compreendam a estória, esclarecendo dúvidas sobre palavras. Alternar a leitura de trechos do livro em voz alta, para os que estão e fase de alfabetização, é uma forma de ajudá-los a treinar a leitura, além de permitir aos pais que passem tempo com os filhos.

5. Auxiliar na compreensão - Ler é um exercício que incrementa o vocabulário, melhora a ortografia, ativa a imaginação e o raciocínio abstrato e contribui na formação do caráter. Para que a absorção da leitura seja plena, é necessário que se compreenda o texto. Uma forma de avaliar se a criança compreendeu o que leu e discutir o texto. Isto pode ser feito com perguntas simples sobre o livro, ou pedindo que a criança conte a estória com suas próprias palavras. Ao fazer isto, a criança revelará se compreendeu o texto, exercitará seu poder de síntese ao fazer um resumo da estória e perceberá o interesse dos pais que valorizam a leitura.

6. Apresentar o dicionário – Para escrever bem, é preciso ler. Quantas vezes não ouvimos isto em aulas de redação. Pois bem, para escrever bem também é preciso ter um bom vocabulário e o dicionário tem papel fundamental neste objetivo. Apresente o dicionário ao seu filho, mostre a ele que não se deve ter vergonha ao consultar o dicionário, que ninguém sabe tudo. É confortante para uma criança notar que o pai ou a mãe tem a humildade de consultar um livro quando tem uma dúvida. E mais, este ato é um exemplo que será seguido.

7. O livro como amigo – As grandes livrarias têm espaços especiais para o público infantil, geralmente com poltronas, mesinhas, almofadas, onde elas podem se esparramar e pegar os livros. Passeios a estas livrarias ajudam a criança a se familiarizar com os livros, a ter o livro como amigo. Estas livrarias são uma forma de suprir a falta de bibliotecas públicas adequadas no nosso país.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Book

Para muitos, ainda hoje, trata-se de algo totalmente desconhecido, tanto em sua parte externa, como em seu conteúdo.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Ferramentas, estatísticas e keywords




Informação é algo extremamente precioso em qualquer momento. Economistas discutem e tentam dar um valor à informação e atribuem certos ganhos ao que se denomina assimetria de informação, ou seja, nem todos têm a mesma informação ao mesmo tempo. Este lapso temporal permite que certas pessoas façam uso desta informação antes de outras, e por consequência, tenham um ganho maior com o uso da informação.

Desculpem a digressão acadêmica, mas era necessária para introduzir o tema deste post. Gosto de explorar novas tecnologias, gadgets, softwares, aplicativos, e por aí vai. Não trabalho com tecnologia, mas faço uso constante dela. Minhas aventuras exploratórias neste campo acabam por tentar relacionar a nova tecnologia com o atuação profissional. Faço uso constante de ferramentas que muitos acham inúteis. Algumas podem até ser, mas eu já sei como elas funcionam.

Tome como exemplo o Twitter. Capa da revista época da semana passada, o sistema de microblogging começa a ganhar mais adeptos. É uma febre nos EUA, assim como o Facebook, que está para os americanos, assim como o Orkut está para os brasileiros. Não sei qual a utilidade do Twitter e seus benefícios, mas dou uma olhada de vez em quando.

Alguns modismos não perduram, como Second Life. Outros têm sucesso estarrecedor e surpreendente até para seus desenvolvedores, como o Orkut no Brasil.

A blogosfera é outro mundo que conta com ferramentas bastante interessantes. Utilizo com frequência o Google Analytics, uma ferramenta de análise estatística de uso do blog. O uso é gratuito e a qualidade das informações é excelente. É possível, por exemplo, saber que este blog recebeu mais visitantes de Fortaleza do que de Porto Alegre nos últimos 30 dias; ou que há leitores de Belém e Porto Velho; ou que o principal site de referência para o blog é o Google e que as visitas buscavam informação sobre a diferença entre trabalho e emprego.

Há uma infinidade de informações, todas organizadas por categorias. Vou sempre dar uma olhada nas keywords – palavras isoladas ou expressões usadas nos sites de busca e que redundam em visitas ao blog – para ver o que o leitor busca, o que ele procura e para se ter uma ideia melhor de quem é o leitor do blog. Interessante que a crise atual tem trazido leitores que procuram informação sobre emprego, trabalho, vocação profissional, temas que apenas tratei superficialmente e pouquíssimas vezes neste blog.

Uma informação relevante dada pelas keywords é saber como funciona a cabeça do leitor. Ou seja, quando a pessoa vai procurar uma informação, o que ela busca para conseguir a informação. Simples? Sem dúvida, mas pode ser extremamente relevante para publicitários e para marketeiros. Confesso que estas keywords, às vezes, ajudam-me a dar o título do post.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Leitores: obrigado

Este blog surgiu como um exercício de criatividade. Uma espécie de laboratório para insights, pensamentos, idéias e maluquices. Afinal, nem tudo o que penso, nem tudo que interpreto está correto, ou pretendo que esteja correto. Só quer incentivar as pessoas a pensarem. A crítica é uma forma de pensar e agradeço a todos os elogios, críticas e comentários.

Forço-me a escrever quase que diariamente, o que é um momento de prazer para mim. Acho que escrever contagia, vicia. E ando numa fase muito inspirada!

Confesso que fiquei surpreso com a quantidade de visitas e comentários recebidos. Continuem a visitar o blog. Continuem a criticar e a escrever. Muito obrigado a todos.