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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Resposta ao comentário de um leitor


Bom... achei bem vago o post, quanto ao título. Existem sim muitas e inúmeras formas de pensar, assim como um padrão na linha de raciocínio. Como a estatística. Toda sua interação é condicionada por vários fatores, entre eles momentâneos e acumulativos, assim como fatores bioquímicos como os genes, falta de alimentação, o que gera uma necessidade e uma atenção pra um assunto diverso, como por exemplo, uma vida, um hábito e um costume... são combinações que fazem um mundo tão complexo, acho o tema interessante, e se quiser pra ser posto em discussão.

Este comentário foi feito pelo leitor Guilherme Crepaldi Ferreira da Silva que edita o blog Identidade. Agradeço seu comentário, sua visita e leitura do blog. A crítica exige uma resposta e a resposta vem para a frente do blog, pois o post Formas de Pensar é de 31 de maio de 2007. Tive que reler o post para poder argumentar com você, pois sinceramente me lembrava apenas que o post tratava das diferenças entre o raciocínio masculino e feminino e convidava para uma discussão sadia.

Faço uma preliminar antes: este blog não tem cunho científico. O post, assim como tantos outros, tem um cunho mais humanístico e literário. É um exercício de investigação da personalidade masculina e feminina e do comportamento. Quando abordei o tema, fi-lo com o intuito de escrever uma crônica leve sobre o tema e valorizar estas diferenças. 

O post é vago e tenta ser provocativo, no sentido de incentivar o debate. Tanto é assim que se você ler os comentários deixados origingalmente no post, perceberá as posições diferentes sobre o tema e a riqueza de contribuição dos leitores.  Cada análise revela uma forma de pensar e de analisar a realidade. Acho que o objetivo foi alcançado, pois depois de 4 anos, o tema volta à tona para debate. 

Sinta-se à vontade para retomarmos o diálogo por aqui ou através de um post no seu blog.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Comentários e Crônicas


A interação com leitores, muitas vezes anônimos, é uma das partes mais interessantes de manter um blog. Diria que é extremamente gratificante receber um comentário num texto de alguém que se identificou com o que foi escrito. Por algum motivo, o leitor chegou até aqui e gostou do que encontrou. Esta interatividade é fascinante. Saber que alguém em Paris acessou o blog, ou que um leitor no Acre interessou-se e gostou do que encontrou, mostram a força da comunicação nas suas mais variadas formas. E tudo isto é muito gratificante para este escriba.

Sei que já falei sobre isto antes, mas um comentário anônimo e elogioso, deixado recentemente numa crônica de agosto de 2007 (Beijo Vazio), fez-me voltar ao tema e resolvi organizar uma retrospectiva destes textos de ficção. Ainda que denominadas de crônicas, talvez seria mais preciso chamar os textos de minicontos. Deixemos o rigor acadêmico de lado e fiquemos com a nomenclatura crônicas.

Confesso que é o conjunto de textos que mais gosto neste blog, pelos quais tenho maior carinho e nos quais sinto um pouco da inspiração criativa do escritor. Nascem em horas e momentos dos mais inesperados; nascem mentalmente, e depois ganham vida neste blog.

Utilizando uma das ferramentas que medem a audiência no blog, vou organizar as crônicas mais lidas e algumas das minhas preferidas. Aguardem esta retrospectiva nos próximos dias.


segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sobre blogs e comentários

Qualquer pessoa que se disponha a escrever um blog provavelmente enfrentará comentários - pelo blog ou via email - não muito simpáticos. Alguns chegam a ser grosseiros e indelicados. Outros são ofensivos e acabem apagados pelos moderadores.

No blog Pensamento Nosso, aconteceu isto na semana passada. Em post do sábado, a Tâmara respondeu a um email inadequado. Na semana passada, recebi também um email com um monte de baboseiras. Estes fatos me levaram a pensar um pouco sobre estes comentários.

Em primeiro lugar, o "dono" do blog tem todo direito de aceitar ou não o comentário que é feito. Há vários tipos de blogs. Os blogs com estilo diário pessoal tendem a receber comentários mais invasivos e críticos. Sempre tem alguém para palpitar - ou criticar. Em blogs temáticos, mais impessoais, as críticas - geralmente - são de opinião. Respeito estas críticas. Se são pertinentes, mantenho o comentário, afinal não sou dono da verdade e gosto do debate.

Mas há um limite para exercer a crítica. Limite parece ser algo que as pessoas perderam hoje em dia. Leio vários blogs e quando me deparo com um blog no estilo pessoal, confesso que muitas vezes sinto-me encabulado de comentar. Seria semelhante a uma invasão da vida daquela pessoa e do grupo de conhecidos. Olho, leio e saio de mansinho.

Há 2 exemplos que mostram bem com lidar com os comentários.

O blog do Reinaldo Azevedo faz parte da minha leitura matinal diária. Reinaldo Azevedo escreve sobre política no site da Revista Veja. Além de muito bem escrito, Reinaldo tem uma capacidade intelectual invejável e um poder de crítica raro neste país. Além do que, ele expõe suas idéias com clareza, sem ficar em cima do muro. Podem discordar dele, mas ele vai dizer o que acha. Recebe muitas críticas e comentários contrários às suas posições no blog, mas lida com isto com maestria.

Por outro lado, vou mencionar o blog do Delegado Protógenes. Escrevi sobre ele num post recente. O blog é mal escrito, confuso e sem nexo. Um verdadeiro altar ao culto pessoal do seu "dono". Não há uma crítica. Ele apaga todas. Acho isto anti-democrático, pois seu blog visa discutir sobre corrupção e atuação policial no Estado de Direito. Porém, como todo ditador e líder totalitário, a visão do Estado de Direito é aquela que lhes convém.

Pelo visto, lidar com comentários inóspitos e grosseiros faz parte da vida do blogueiro. Mas bem que as pessoas poderiam ter um pouco mais de bom senso. Ah, esqueci, bom senso é algo que está em extinção no mundo moderno!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Cecília Meirelles - Metal Rosicler





Metal Rosicler foi publicado em 1960. Este é o primeiro poema do livro:


1


Não perguntavam por mim,
mas deram por minha falta.
Na trama da minha ausência,
inventaram tela falsa.

Como eu andava tão longe,
numa aventura tão larga,
entregue à metamorfose
do tempo fluido das águas;
como descera sozinho
os degraus da espuma clara,
e o meu corpo era silêncio
e era mistério minha alma -
- cantou-se a fábula incerta,
segunda a linguagem da harpa:
mas a música é uma selva
de sal e areia na praia,
um arabesco de cinza
que ao vento do mar se apaga.

E o meu caminho começa
nessa franja solitária,
no limite sem vestígio,
na translúcida muralha
que opõem o sonho vivido
e a vida apenas sonhada.

(Canções. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 2005, p. 147)

A ausência pode não ser física, mas interior. Mergulhada na alma, imersa na metamorfose, pronta para ressurgir e iniciar a nova aventura. Mudar sem deixar vestígio, sem deixar que "a tela falsa" pintada pelos outros influencie "a vida apenas sonhada", imaginada na aparência, mas distante da realidade.

A realidade é única, mas perceptível em sua integralidade, apenas por quem a vive. Os espectadores sempre desenharam na "tela falsa", notando por vezes a ausência, mas jamais compreendendo a ausência em sua completude.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

O vício e o jogo - uma opinião pessoal

Dividi o post em duas partes para não ficar muito grande. Em primeiro lugar, meu caro Daniel, agradeço sua visita e seu comentário.

Não tive a intenção de fazer apologia do jogo, nem incito minha filha a jogar ou apostar. Em nenhum momento - deixo claro - senti-me ofendido pelo seu comentário. Achei-o instigante do debate, uma das razões deste blog.

Vou tentar analisar a questão de uma ótica impessoal, porém não garanto que conseguirei.

Seu comentário foi de grande valia, pois alertou-me para o fato de que talvez tenha escolhido mal as palavras, o que pode ter levado a uma incompreensão, e a retificação se faz necessária.

Qualquer jogo, se bem aplicado, pode ser saudável e lúdico, importante no processo de formação da criança. Um jogo de bingo, uma partida de banco imobiliário, um jogo de cartas entre amigos tem o condão de divertir, de distrair e ensinar que nem sempre se vence. Tudo depende do comedimento e da forma como o jogo é ensinado. O jogo exagerado - que se torna vício - é tão danoso quanto a bebida ou as drogas. É um mal que pode destruir famílias e relacionamentos.

A brincadeira, por outro lado, é saudável. E é exatamente a brincadeira, ou o lado divertido, que procuro mostrar nas corridas de cavalo. Aprendi a ver nas corridas de cavalo um esporte. É divertido você escolher um cavalo e torcer para que ele ganhe, independente do jogo.

O Jockey Clube de São Paulo é um espaço de lazer aberto a todas as pessoas que passam por São Paulo. Há restaurantes, bares e espaço para as crianças brincarem. Um espaço central da capital paulista seguro e aberto, que permite tardes agradáveis nos finais de semana. Poucas pessoas sabem que para se ir ao Jockey não é necessário ser sócio. Poucas pessoas sabem que há espaço para as crianças brincarem e ver os cavalos correndo. O divertimento é gratuito. Nâo é preciso jogar para se divertir.

Do ponto de vista econômico, as corridas de cavalo no Brasil empregam inúmeras pessoas, nas mais variadas áreas. São veterinários, tratadores, cavalariços, jockeys, treinadores e criadores. A criação brasileira de cavalos de corrida (da raça Puro Sangue Inglês) é uma das melhores do mundo. Anualmente são exportados animais para os Estados Unidos, Europa, Ásia e África do Sul. O maior criador de cavalos de corrida na Argentina - onde a paixão pelo cavalo é muito maior que no Brasil - é brasileiro.

Escolher um cavalo num páreo, sem jogar, é divertido. Tudo pode ser visto como uma brincadeira. Assim aprendi desde criança e é desta forma que passo para os meus filhos. Não incentivo o jogo, mas a brincadeira de escolher quem vai chegar na frente.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Comentando os comentários


Sempre fico meio em dúvida na melhor maneira de responder aos comentários. Alguns respondo nos respectivos blogs. Já respondi direto na seção de comentários, mas acho que fica meio confuso. Então vou fazer um post para responder e assim todo mundo pode dar palpites.
A foto é para dar um pouco de cor e vida ao blog. Pode parecer desconexa, pode parecer fora de lugar, mas cada chocolate da caixa traz uma nova experiência, um novo sabor, um novo sorriso, assim como cada texto que escrevo. Ainda vou escrever sobre isto, mas vamos voltar ao assunto.


1. Queijo - ou seria um pseudônimo em fase de mudanças sopradas pelos ventos? -, eu leio muito mesmo. Além da leitura no trabalho, a literatura é um vício saudável. Confesso que pensava como você: não consigo ler porque não tenho tempo. Eu lia pouco, ou melhor, só lia livros jurídicos. Com a mudança repentina de rumo na vida acadêmica, resolvi arejar a cabeça e mergulhar na ficção. Ler, em primeiro lugar, ajuda a escrever melhor. E depois, mostra que há algo inerente e universal no ser humano. Somos todos iguais, com preocupações semelhantes, com sentimentos parecidos, com angústias e alegrias. Identificar isto num livro, perceber num personagem características que são tão pessoais e próprias, acho que permite encarar a vida de uma forma diferente. Há toda uma inspiração que vem junto com um personagem, com um bom livro.


O tempo? Troquei a televisão pelos livros. Hoje assisto pouca TV e leio muito. É um refúgio, um momento pessoal de reflexão e intensa satisfação. Acho que se não lesse tanto, não conseguiria escrever tanto e trazer uma visão pessoal - nas crônicas e textos- daquilo que somos e daquilo que enfrentamos diariamente. Uso muito trechos de livros para comentar e discutir aqui no blog. Enfim, acho que dos livros vem a parte fundamental do conteúdo deste blog.


2. Tamara, Fabiola, Edna, Humana e Bia - A idéia era esta mesma. Recomeçar. Páscoa não é só chocolate e coelhinho. Para mim, é um momento de reflexão. Pessoalmente, ano passado foi um momento de algumas guinadas na vida, de mudanças relevantes e tomar novos rumos. Uma sequência de fatos - fora do meu controle - obrigaram-me a tomar o leme de um barco que seguia o fluxo normal da vida e redirecionar a rota. Passados 6 meses, vejo como boas as mudanças e como é importante seguir um dia por vez, passo a passo. Abrir mão de certas coisas do passado não é fácil, é doloroso por vezes, mas importante para seguir no caminho mais leves e renovados.


Ah, Humana, concordo com você. Palavras devem ser usadas para despertar um sorriso, para aquecer um coração, para alegrar um amigo ou amiga, para puxar para cima, para espalhar coisas boas.


3. Para terminar, aproveitem e visitem os blogs das comentaristas. Excelentes e com textos que provocam discussão e reflexão.

TRILHA SONORA: SHERYL CROW - GOOD IS GOOD.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Campeão de audiência

Estamos no meio de uma ponte de feriado e ia abordar um tema que me surgiu no livro O Mar, de John Banville, que comecei a ler faz uma semana. Livro denso e que avança meio devagar, mas me faz pensar. Resolvi tratar de um assunto mais leve, aproveitando o clima de feriado, calmaria e tempo para jogar conversa fora. Até porque acho que muita gente (exagero claro, já que não são tantos os leitores!) só vai ler o blog na 2a. feira, depois que voltar de viagem. Vamos ao assunto.



De tempos em tempos analiso as estatísticas de acesso ao blog para descobrir quem é o público leitor, o perfil do leitor e direcionar os temas conforme o interesse. As estatísticas não indicam o sexo de quem lê, mas nota-se uma esmagadora maioria feminina. Só as mulheres comentam. Talvez encontre 1 ou 2 comentários masculinos, mas quem dá palpite são as mulheres. Isto não me surpreende. Outro dia conversando com uma amiga comentei que os blogs de mulheres são mais divertidos, mais sinceros e mais pessoais. Vocês, mulheres, escrevem mais e falam mais também. Ressalvo que isto não é uma crítica, é uma constatação.



A maioria feminina revela uma forma diferente de pensar. No post Formas de Pensar (o campeão de audiência até agora em acessos e comentários), abordei esta questão. Acho que homens e mulheres se manifestam de forma diferente, falam de forma diferente, e estas diferenças são maravilhosas, são aqueles motivos que tornam os relacionamentos tão interessantes - ou caóticos.



Outro fato interessante a constatar: no post em que discutimos sobre A Trégua, a maioria das leitoras frisou a questão da TPM e do período menstrual, mencionado pelo escritor Mario Benedetti en passant no livro. As mulheres se prenderam neste ponto, e eu entendo a preocupação. Na visão masculina, este ponto quase passou de forma imperceptível para mim.



As crônicas também me dão uma dica muito preciosa de como as mulheres pensam ou como elas lêem o que escrevo. Por que abordo isto? Porque tento retratar personagens femininas de forma crível e convincente. O blog tem a função de ser um laboratório de escrita para mim e a receptividade - e críticas - dos leitores é fundamental para aprimorar os textos. Das últimas crônicas que escrevi, gosto muito de Tarde no Café e Uma Certa Madrugada. E tenho a impressão - ou seria intuição - de que a próxima vai agradar também.




Para quem gosta de crônicas, acrescentei o blog da Manuela Alves nos links. Textos muito bons que me fazem pensar e acabam por contribuir com a temática das minhas crônicas também.



Jogo apenas mais água no feiijão e requento o assunto já discutido, não para encher linguiça, mas para não ser pesado nesta 6a. feira de muito sol e céu azul em São Paulo. E este fim de semana tem que ser de alegria para uma amiga que aniversaria e dou minha contribuição com textos leves, já que humor não sei escrever. E eu? Eu estou fazendo uma pausa na rotina de trabalho no escritório.

sábado, 21 de abril de 2007

Palpiteiro de fim de semana.

Depois de uma semana frenética e de muito trabalho, aproveitei este começo de sábado para ler o Estadão com calma e ver a temática das revistas semanais. Esta semana foi rica em fatos importantes, mas parece-me que ficamos alheios aos acontecimentos que nos afetam de forma indireta, provavelmente por estarmos muito centrados no nosso mundinho.

Destaco 3 acontecimentos e neles vou palpitar, ainda que brevemente.

1. Microsoft anuncia que venderá Office a preços camaradas.
Finalmente a empresa de Bill Gates fica com medo de alguém. Por isso é que sou fã do Google! Acho um absurdo o valor cobrado pelo Office. Acho um absurdo o valor cobrado pelo Windows. Não defendo a pirataria e não tenho softwared pirata nas minhas máquinas, mas tenho certeza de que a pirataria diminuiria se a Microsoft reduzisse o preço que cobra dos seus softwares.

Já disse isto aqui antes e vou repetir: a Apple e seu Mac avançam no mercado e isto assusta a Microsoft e o domínio dos PCs que rodam Windows. Agora a Microsoft se preocupa com os concorrentes do Office. Não se surpreendam se começar um novo ciclo na informática, com a descendência do domínio da Microsoft.

2. Nova operação da Polícia Federal e o Judiciário.
Ontem a PF realizou a Operação Themis em São Paulo e "visitou" alguns magistrados federais e desembargadores federais em seus gabinetes para dar uma olhadinha em documentos e computadores. Na semana passada, 3 haviam sido presos no Rio de Janeiro.

Estou achando lindo a prisão de juízes E advogados corruptos. Sim, incluo os advogados nesta lista. Na vida diária profissional, é comum aparecer algum cliente e perguntar se o outro advogado não tem influência no Tribunal ou se eu conheço alguém que tem acesso ao juiz ou desembargador. Parece corriqueiro e usual que todo juiz seja venal. Isto não é verdade, mas o sentimento comum da população. Já perdi clientes porque me recusei a lidar com pessoas que supostamente teriam formas de facilitar uma decisão judicial. Recuso-me a fazer isto. Não troco minha coerência e ética por dinheiro algum no mundo.

Uma vez me perguntaram se não defenderia o PT ou se prestaria serviços ao PT. Disse que jamais. Nem por 1 milhão de reais de honorários. Nem por 100 milhões respondi. Advogar para o PT ou a alguém ligado ao PT seria negar todo meu passado, e isto, eu não faço.

Esperemos que estas operações não terminem em pizza e que isto sirva para moralizar a conduta de advogados que vivem vendendo facilidades para pessoas que também não tem escrúpulos. Chegou a hora de começar a mudar isto.

3. Atirador de Virginia Tech
Aqui a coisa fica mais complicada. O acontecimento foi trágico. Provavelmente livros serão escritos sobre os problemas psicológicos do atirador, da forma como a sociedade americana discrimina e separa as pessoas, da atitude da NBC de divulgar as imagens, da negligência da universidade em responder de forma mais rápida ao caso. Enfim, há muito o que falar.

Então, vou dar o meu palpite. É preciso entender que nas escolas americanas há uma separação muito clara entre aqueles que são "cool" e "popular" e aqueles que são "geeks" ou "nerds" para usar uma expressão mais antiga. Os grupos não se misturam e isto gera um exclusão social muita clara e aberta. Estrangeiros são discriminados sim.

Morei 4 anos nos EUA e fiz grande parte do colegial (hoje Ensino Médio) no Estado de Michigan. Eu sentia na pele a discriminação. Gozações, piadinhas racistas e outras coisas mais. É duro, muito duro para um moleque de 15 anos enfrentar isto. Para mim, foi motivo de amadurecimento. Mas para outras pessoas, o resultado pode ser devastador e nefasto. Isto aconteceu com o atirador.

A maioria destes frenesis e ataques armados feitos por alunos nos EUA é consequência desta exclusão que ocorre nas escolas americanas. É a luta de classes entre os geeks e os jocks, ou seja, os tachados de bobos e os gostosões dos atletas. Não me entendam mal, não estou dizendo que se implantou a dialética marxista na sociedade americana, mas o que se nota é quase uma reação armada daqueles que se sentem desprezados e são tratados como invisíveis por um outro grupo que se acha superior.

Não esqueçamos que isto não é privilégio dos EUA. Por aqui, também tratamos algumas pessoas como invisíveis, mas isto é tema para outro post.