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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O fim da CPMF

Por incrível que possa parecer, o Senado Federal votou contra a prorrogação da CPMF até 2011. Isto significa que a partir de 1o. de janeiro de 2008, este tributo deixará de incidir. Um imposto a menos e isto é motivo para comemorar.

Não, meus caros, o fim da CPMF não trará o apocalipse como afirma o presidente Lula. O Governo terá agora que fazer o que não fez até agora: governar. Em outras palavras, terá que planejar, terá que implementar o "choque de gestão" propugnado por Lula. Pela primeira este governo terá que enfrentar um problema: a redução de recursos para gastar. Vai ter que economizar e parar de aparelhar a máquina pública e gastar de forma espúria.

Há uma série de pontos positivos nesta votação. Em primeiro lugar, o provisório acabou. Agora sim Lula poderá dizer: "nunca neste país" alguém acabou com o provisório. Estamos fartos de ouvir o discurso de que algo é apenas provisório. E o provisório acaba virando definitivo. Como o rodízio de carros na cidade de São Paulo, o caos aéreo, a crise na saúde brasileira. Torço para que este passo dado, seja o início de uma mudança de mentalidade por parte de nossos governantes. Sou otimista.

A provisoriedade é algo que pode ser comprovado com o Bolsa Família. A função do Bolsa Família é ajudar a retirar famílias da miséria, porém perpetua uma situação de acomodação. Em muitos lugares do país, as pessoas preferem receber o benefício a trabalhar, como todos os demais brasileiros fazem todos os dias.

Em segundo lugar, a arrogância imperial do presidente sofreu um duro golpe. Tenho para mim, que se não fosse o DEM (ex-PFL) - que fez oposição de verdade -, o PSDB teria sucumbido. E lembrem-se, os governadores José Serra e Aécio Neves eram a favor da CPMF e tentaram aprovar a emenda que a prorrogava. O discurso de que a prorrogação da CPMF iria salvar a saúde pública é conversa para boi dormir. Desde a criação da CPMF, o sistema público de saúde em nada melhorou no país. Os recursos da CPMF foram desviados e desvirtuados por vários governos. Não será o caos, pelo menos, não será maior do que já é.

Quem sabe agora o governo não propõe uma reforma tributária efetiva neste país? Quem sabe agora o PSDB não sai de cima do muro e apresenta uma alternativa viável para o país? Quem sabe agora o governo Lula não mostra a que veio?

A vitória foi da sociedade brasileira!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Estou revoltado!

Eu bem que tentei dar um "toque" mais literário, mais leve a este blog, mas não consigo ficar calado diante das barbaridades que são ditas pelo nosso presidente. A briga pela CPMF esquentou e alguns dizem que a CPMF "subiu no telhado".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou empresários e políticos que são contra a prorrogação da CPMF. "Quem tem medo da CPMF é quem sonega imposto", afirmou, ao discursar na inauguração de uma ponte e um trecho da BR-259 em Colatina (ES).
Pois bem, vamos dar um desconto e considerar que o presidente disse isto no calor de um discurso, MAS ao fazer tal afirmação atribuiu conduta criminosa à maioria de brasileiros que trabalham como empresários e que lutam - muitas das vezes - contra um governo corrupto e que presta serviços de péssima qualidade.
Em primeiro lugar, a afirmação de Lula é mentirosa. Eu sou contra a CPMF e não sou sonegador. Agora, e a turma do Mensalão? E o Sr. Duda Mendonça, Sr. José Dirceu, Sr. Delúbio Soares? Será que eles pagam os impostos direitinho?
Dizer que todo mundo que é contra a CPMF sonega imposto é um artifício da tortuosa lógica petista. Viramos inimigos do povo! Isto me lembra uma peça brilhante, escrita pelo dramaturgo noruguês Henrik Ibsen. A peça chama-se "Um inimigo do povo". Não é o único exemplo. Há outros grandes exemplos na literatura que tratam da questão da defesa de princípios, ainda que isto custe a vida.
Lula, ao fazer a afirmação, tentou desqualificar milhões de brasileiros que assinaram um abaixo assinado contra a CPMF, que são reféns de uma Receita Federal que age com ilegalidade em determinados casos, que são órfãos de um tributo que deveria ter melhorado a saúde, e não servido para aparelhar a máquina estatal.
A não aprovação da CPMF obrigará o governo a enxugar a máquina pública, a melhorar a gestão da coisa pública, e trabalhar mais com menos recursos. É isto que todo empresário faz quando o governo aumenta sua participação na fatia do lucro das empresas.
Só espero que os senadores tenham coragem de derrubar a CPMF. A esperança não morre nunca!